23.5.08

Benção das Fitas e Festa de Final do Semestre

Para muitos a caminhada está a chegar ao fim, daí só agora podermos partilhar a fotografias da Benção das Fitas.

O nervoso miudinho anda por aí, afinal falta pouco para o fim do semestre. Uns estão assoberbados de trabalho, outros apenas a contar os dias, mas a verdade é que sem darmos por nada o semestre lá caminha para o fim.


A grande festa de final de semestre, ano e curso já está a ser preparada. Trata-se de um fim-de-semana de desbunda no... sítio do costume. A ementa está tratada, o fogo de estalo já foi encomendado, só falta a confirmação da banda. O grande acontecimento será no fim-de-semana de 07 e 08 de Junho. A partida para o outro lado da ilha está agendada para depois da última aula de Estudos Afro-Brasileiros.


Enquanto aguardamos aqui ficam a fotografias da Cerimónia de Benção das Fitas e Jantar.

16.4.08

Regionalismos relembrados hoje no Liceu

"O falar madeirense não é inferior ao português, contribui para o enriquecimento da língua

Está ultrapassada a ideia que o falar madeirense seja um erro, ou um falar inferior ao registo do português padrão. Paula Freitas, docente da Jaime Moniz e estudiosa da língua, clarificou esta manhã, aos alunos do 'Liceu', que são estes falares diferentes, que existem ao longo de todo o território português, que contribuem para o enriquecimento da língua. "O português é a junção de todos os falares de Portugal, incluindo a Madeira", salientou esta manhã Paula Freitas ao DIÁRIO, à margem da palestra intitulada 'Regionalismos na oralidade e na escrita', que contou também com a presença do professor e escritor Lídio Araújo, autor da obra 'Filhos do Mar', na qual tenta registar o 'chavalhês', falar camaralobense."


Fonte: Diário de Notícias (15-04-2008)

3.3.08

Morreu Maria Gabriela Llansol em Sintra aos 76 anos

"A escritora Maria Gabriela Llansol, autora de "Lisboaleipzig", faleceu esta segunda-feira, aos 76 anos, na sua casa, em Sintra, revelou o editor Manuel Rosa, da Assírio & Alvim

Maria Gabriela Llansol, de ascendência espanhola, nasceu em Lisboa em 1931 e é considerada uma das mais inovadoras escritoras da ficção portuguesa contemporânea. É autora das obras "Os pregos na erva" (1957), "A restante vida" (1978), "Um beijo dado mais tarde" (1990), "Lisboaleipzig" (1994) e "Amigo e Amiga", vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da APE 2006. A escritora Maria Gabriela Llansol é "um dos grandes nomes" e "provavelmente a grande prosadora" da literatura portuguesa do século XX, na opinião do poeta, romancista e crítico literário Eduardo Pitta. Em declarações à Lusa, Pitta assinalou ter estado "sempre em conflito" com as ideias correntes sobre a autora, porquanto, embora reconhecendo a sua envergadura como criadora literária, nunca encarou a sua obra como "ficcional". "Ela escreveu - realça o escritor - grandes livros sobre ela, sobre o mundo. E são admiráveis títulos como 'O falcão no punho' e 'Finita'. Mas dizer que ela escrevia grandes romances e atribuir mesmo o Grando Prémio de Romance e Novela a um livro como 'Amigo e Amiga' parece-me excessivo". Ainda a este propósito, Pitta insistiu em que Gabriela Llansol "não era uma romancista no sentido tradicional", ressalvando que, neste como noutros casos, as classificações feitas não são o mais importante e nenhuma retira à escritora o lugar de relevo que é o seu na Literatura. "A sua morte é, sem dúvida, uma enormíssima perda", disse ainda."

"A Associação foi criada em 2006 para estudar a obra da escritora Espólio de Maria Gabriela Llansol doado à Associação de Estudos Lansolianos
O espólio literário de Maria Gabriela Llansol, falecida hoje aos 76 anos, foi doado à Associação de Estudos Llansolianos, criada em 2006 para estudar a obra da escritora."Estamos a começar a tratar as dezenas de cadernos manuscritos, dos diários que Maria Gabriela escreveu desde os tempos em que viveu na Bélgica", disse à Lusa João Barrento, que integra a direcção do Espaço Llansol - Associação de Estudos Llansolianos. A associação, de que também fazem parte Hélia Correia, Manuel Gusmão e Maria Etelvina Santos, está a digitalizar e a transcrever esses cadernos, um processo que pode ser acompanhado através do blogue do Espaço Llansol. Os cadernos, que contêm quinze a vinte mil páginas e papéis manuscritos, apresentam textos, desenhos e colagens da autora. "Até hoje, a autora nunca deixou de acompanhar a escrita dos seus mais de trinta livros com a destes cadernos, que, apresentando paralelos e convergências com as obras editadas, vão muito para além delas e constituirão um instrumento fundamental para a investigação e o esclarecimento da Obra desta autora singular da nossa literatura contemporânea", escreveu João Barrento no blogue Em Dezembro último. Maria Gabriela Llansol deixa obras como "O Livro das Comunidades" (1974), "Causa amante" (1984), "Um falcão no punho" (1985) e "Um beijo dado mais tarde" (1990)."

Convite do Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais

"Com o objectivo de assinalar os 30 anos da morte de João Cabral do
Nascimento e de, simultaneamente, relembrar a importância que esta
figura madeirense teve a nível regional e nacional, quer enquanto
Historiador e Arquivista, quer enquanto Poeta e Tradutor, o CIERL irá
promover uma Conferência a ter lugar na UMa, no próximo dia 4 de
Março, pelas 18 horas, no Anfiteatro 7 (Edifício da Penteada, 3º andar).
Assim, é com muito gosto que o CIERL vem convidar todos os
interessados a assistir a este evento, que terá como oradores o Professor
Doutor Rui Carita, a Doutora Mónica Teixeira e a Mestre Ana Salgueiro
Rodrigues."


Conferência: 4 Março de 2008
Anfiteatro 7 (18 h.)

Comunicações
» História e Arte em Cabral do Nascimento - Professor Doutor Rui Carita.
» O Poeta - Doutora Mónica Teixeira.
» Tradução. A Arquitectura de uma Biblioteca em Cabral do Nascimento - Mestre Ana Salgueiro Rodrigues.
Moderador: Professor Doutor Paulo Miguel Rodrigues


19.2.08

Conferência aborda Cabral do Nascimento

"Os académicos Rui Carita, Mónica Teixeira e Ana Salgueiro Rodrigues serão oradores numa conferência que se realizará no próximo dia 4 de Março de 2008, pelas 18 horas, no anfiteatro 7 da Universidade da Madeira (Edifício da Penteada, 3º andar).
A conferência terá como temática a vida e a obra de Cabral do Nascimento, numa apreciação realizada 30 anos depois da sua morte.O objectivo é o de assinalar a efeméride e de, simultaneamente, relembrar a importância que esta figura madeirense teve a nível regional e nacional, quer enquanto historiador e arquivista, quer enquanto poeta e tradutor.O evento é promovido pelo Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais (CIERL), uma instituição criada no seio da UMa.A comunicação que Rui Carita apresentará intitula-se 'História e Arte em Cabral do Nascimento'. Já a de Mónica Teixeira intitula-se simplesmente 'O Poeta', e a de Ana Salgueiro Rodrigues 'Tradução: A Arquitectura de uma Biblioteca em Cabral do Nascimento'. A conferência terá como moderador Paulo Miguel Rodrigues, professor auxiliar e coordenador do CIERL. Conforme nos explicou este responsável, o CIERL foi criado em meados do ano passado, no seio do Departamento de Estudos Romanísticos da UMa. "Está, porém, aberto à comunidade", não se circunscrevendo apenas aos círculos académicos. O Centro "está em fase de instalação, e tem por objectivo o desenvolvimento de investigação na vasta área das Ciências Sociais e Humanas, quer no âmbito de projectos, quer associando-se a pós-graduações e 2ºs ciclos [mestrados] quer ainda contribuindo para a divulgação do conhecimento, através de eventos e, em particular, conferências de carácter académico". Já há projectos de investigação em curso, nomeadamente 'A Madeira na política externa portuguesa (sécs. XIX-XX)', e 'Cabral do Nascimento: imagens da política, cultura e literatura (periódicos, 1916-1945', visando este último projecto a publicação de uma antologia de textos daquele autor. "No segundo caso, a respeito das pós-graduações e 2ºs ciclos (mestrados), convém lembrar que o Departamento de Estudos Romanísticos, onde também se insere o CIERL, viu serem aprovados, pela DGES, os 2ºs ciclos em Estudos Regionais e em Gestão Cultural, isto para além de, em breve, se abrirem as pré-inscrições para uma pós-graduação em Estudos Europeus (a primeira a decorrer na UMa). Ora, de qualquer destes ramos poderão sair investigadores que facilmente poderão juntar-se ao CIERL para desenvolver os seus trabalhos", diz Paulo Rodrigues. Segundo este nosso interlocutor, o CIERL não pretende limitar-se ao espaço regional madeirense, "pois, se nele existe, pensa nas diversas regiões do país, nas regiões da Europa e nessa grande região atlântica, onde se insere a Madeira, que se chama Macaronésia". Paulo Miguel Rodrigues acrescentou que o CIERL também pode integrar membros exteriores ao meio académico, e que pretende realizar também iniciativas públicas de divulgação."


Fonte: Diário de Notícias (Luís Rocha; Data: 19-02-2008)

12.2.08

Noite africana




Foi um sucesso a noite africana.
As fotografias estão disponíveis aqui.

8.2.08

Jantar africano

É já amanhã, pelas 20h30, que se realiza o jantar gentilmente oferecido pela associação africana, no restaurante a Parreira. Este convívio surge no âmbito da disciplina de Caminhos da Lusofonia que decorreu no último semestre, ministrada pela Professora Celina Martins.
Contamos com a presença de todos. Haverá gastromia e música africana.

Colóquio

"Pe. António Vieira inspira colóquio no Funchal
esta personagem histórica estará no centro de um debate na reitoria da universidade


Um colóquio intitulado 'Padre António Vieira - O Poder da Palavra' juntará nos próximos dias 29 de Fevereiro e 1 de Março, diversos académicos numa discussão em torno da figura do famoso pregador, figura incontornável da história e da língua portuguesa.

O evento é organizado pelo Secretariado Diocesano para a Educação Cristã de Adultos, em colaboração com a Escola Católica, e realizar-se-á no auditório da reitoria da Universidade da Madeira, no Colégio dos Jesuítas, à Rua dos Ferreiros.

A conferência de abertura, no dia 29, pelas 21 horas, intitula-se 'Vieira: trajectos e contextos de uma vida inquieta', e será proferida pelo historiador e investigador madeirense José Eduardo Franco, presidente da direcção do Instituto Europeu de Ciências da Cultura Pe. Manuel Antunes.

A 1 de Março, os trabalhos iniciar-se-ão pelas 9h30, com uma sessão que contará com a presença do bispo do Funchal, D. António Carrilho, e possivelmente do reitor da UMa, Pedro Telhado Pereira. De seguida, José Eduardo Franco protagonizará uma nova intervenção, intitulada 'Padre António Vieira: A palavra enquanto utopia'. Já às 11h30, Maria Manuel Baptista, da Universidade de Aveiro, proferirá uma intervenção intitulada 'O Padre António Vieira e o Barroco', seguindo-se-lhe Teresa Nascimento, professora do Departamento de Romanísticas da Universidade da Madeira, que falará sobre 'A Oratória de Vieira'; finalmente, José Eduardo Franco voltará a tomar a palavra, para discorrer sobre o tema 'Vieira: a crítica à Inquisição e o combate à escravatura'.

No dia 1 de Março, pelas 14h30, haverá uma conferência seguida de 'workshops': trata-se de 'O Padre António Vieira e a cultura portuguesa', de Maria Manuel Baptista, seguindo-se, pelas 16h30, a apresentação de trabalhos e debate.

José Eduardo Franco participa actualmente num outro colóquio, que está a decorrer em Roma, promovido pela Universidade 'La Sapienza', e no âmbito do qual numerosos investigadores e académicos debatem também a obra do Pe. António Vieira.

Aliás, foi num contacto telefónico que estabelecemos ontem com o historiador madeirense que o mesmo nos deu conta deste facto, comentando, de seguida, a pessoa e a obra do famoso jesuíta português que tanto marcou a nossa cultura: "Vieira foi um verdadeiro ser do seu tempo (séc. XVII), um dos maiores vultos da literatura portuguesa, a qual elevou a uma perfeição nunca dantes vista". A sua acção, na perspectiva de José Eduardo Franco, foi muito importante, na medida em que o padre António Vieira foi um pensador e precursor de reformas políticas e económicas, e também de utopias, tendo-se destacado, entre outros aspectos, pela defesa dos direitos humanos. Na sua época, acrescentou o nosso interlocutor, foi também o português mais publicado no estrangeiro. Um homem que influenciou não só a realidade portuguesa, mas cujo pensamento alcançou importância incontestável no contexto europeu. "Vieira é um dos grandes portugueses de sempre", afirmou José Eduardo Franco.

Um homem de ideais

Numa altura em que se assinala o IV Centenário do nascimento do Pe. António Vieira, lançando nova luz sobre esta personagem, várias são as vozes que lembram a relevância do jesuíta luso. O ensaísta Eduardo Lourenço classificou a sua acção como "militante no sentido radical da palavra", um homem que acreditou que "um novo mundo podia ser construído - uma espécie de paraíso reencontrado". Também o presidente da Academia de Ciências de Lisboa, Adriano Moreira, sublinhou a "determinação perante a adversidade" e os valores de um "universalismo que para ele seria católico, mais Igreja império em todo o mundo do que império nacional (...)"."

Fonte: Luís Rocha, Diário de Notícias (Data: 08-02-2008)

6.2.08

Padre António Vieira/400 Anos: um homem de todos os tempos

"As comemorações oficiais do quarto centenário do nascimento do padre António Vieira arrancam esta quarta-feira com uma conferência do ensaísta Eduardo Lourenço, intitulada «Do Império do Verbo ao Verbo como Império», e uma alocução do Presidente da República, Cavaco Silva.


A sessão decorrerá a partir das 18:00 na Academia de Ciências de Lisboa, onde o presidente da Comissão Organizadora de 2008 Ano Vieirino, professor Manuel Cândido Pimentel, apresentará o programa das comemorações, que se prolongarão até ao final do ano.
O «Imperador da Língua Portuguesa», como lhe chamou Fernando Pessoa, nasceu em Lisboa no dia 06 de Fevereiro de 1606. Ao longo de 89 anos, o padre António Vieira atravessou sete vezes o oceano Atlântico e percorreu milhares de quilómetros no Brasil, onde faleceu. Missioário e diplomata, é também considerado um percursor da defesa dos direitos humanos.
Deixou uma obra literária composta por 200 sermões, 700 cartas, tratados proféticos e dezenas de escritos filosóficos, teológicos, espirituais, políticos e sociais.
Hoje à tarde, no Centro Cultural de Belém (CCB), cinco escritores (Rodrigo Guedes de Carvalho, António Mega Ferreira, Gonçalo M. Tavares, José Tolentino Mendonça e Armando Baptista-Bastos) vão ler excertos dos seus sermões e à noite, no mesmo local, um concerto da orquestra Divino Sospiro e do Coro Officium, intitulado «Foi-nos um Céu Também».
Ainda em Lisboa, um eléctrico chamado Vieira - um dos que fazem a carreira número 28, entre o Largo de Camões e a Graça - fará a viagem inaugural hoje, às 15:00, com especialistas que falarão aos passageiros sobre a vida e obra daquele jesuíta do século XVII. Trata-se de uma iniciativa do Centro Nacional de Cultura e da Carris, que se estenderá até 12 de Fevereiro, pelo menos.
Em Coimbra, na capela da Universidade, realiza-se um Recital de Órgão e Pregação do «Sermão de Quarta-feira de Cinzas» (este ano o dia 06 de Fevereiro coincide com a quarta-feira de cinzas), promovido pelo Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos e pelo Centro Inter-Universitário de Estudos Camonianos daquela universidade.
Na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, será inaugurada uma exposição iconográfica e bibliográfica do padre António Vieira, coordenada e organizada pelo professor Arnaldo do Espírito Santo, presidente da Comissão Científica de 2008 Ano Veirino.
Assinalando também a efeméride, O jornal Correio da Manhã distribui na sua edição de hoje uma biografia e um volume com os Sermões do Padre António Vieira".



Fonte: Diário Digital / Lusa (06-02-2008 7:11:00 )





A provar que o Padre António Vieira é um homem de todos os tempos, aqui fica um excerto do Sermão de Santo António aos Peixes, pregado em São Luís do Maranhão, em 1654. Que nos sirva de reflexão!

Vos estis sal terrae (MATEUS.5)
Vós, diz Cristo senhor nosso, falando com os Pregadores, sois o sal da terra: e chamam-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra, o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção?
Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhe dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores dizem uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem os seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal.
Suposto pois, que, ou o sal não salgue ou a terra se não deixe salgar, que se há-de fazer a este sal, e que se há-de fazer a esta terra? O que se há-de fazer ao sal que não salga, Cristo o disse logo: Quod si sal evanuerit, in quo salietur? Ad nihilum valet ultra, nisi ut mittatur foras et conculcetur ab hominibus. Se o sal perder a substância e a virtude, e o Pregador faltar à doutrina e ao exemplo, o que se lhe há-de fazer, é lançá-lo fora como inútil, para que seja pisado de todos. Quem se atrevera a dizer tal cousa, se o mesmo Cristo a não pronunciara? Assim como não há quem seja mais digno de reverência e de ser posto sobre a cabeça que o pregador que ensina e faz o que deve, assim é merecedor de todo o desprezo e de ser metido debaixo dos pés, o que com a palavra ou com a vida prega o contrário. Isto é o que se deve fazer ao sal que não salga. E à terra que se não deixa salgar, que se lhe há-de fazer?


As comemorações do nascimento do Padre António Vieira também se estendem à Madeira. Hoje, a partir das 20 horas, na Ribeira Seca, em Machico, terá lugar uma conferência proferida pelo professor Nelson Verissímo, organizada pelo Centro Cívico e Cultural daquela localidade.
Agendado está também um conjunto de iniciativas organizadas pelo Secretariado Diocesano da Educação Cristã de Adultos em parceria com o Departamento da Escola Católica que englobam, no dia 29 de Fevereiro, uma conferência que terá lugar na reitoria da Universidade da Madeira (Colégio dos Jesuítas) e, dia 01 de Março, um seminário orientado pelo Professor Doutor José Eduardo Franco.

28.1.08

Sarau de encerramento do semestre

Já estão disponíveis as fotografias do Sarau de encerramento do 1.º semestre.

O convívio foi, como sempre, fantástico.
A juntar à caipirinha, que tem vindo a aumentar tanto na quantidade como na qualidade, temos agora a sangria à Mário Gil. Uma especialidade e tanto!

A todos fica a promessa, ou a ameaça: há já quem fale na festança de encerramento do ano lectivo! Aguardamos propostas!

18.1.08

Festa de encerramento do 1.º semestre

Está marcado mais um sarau em São Vicente!

Trata-se de um convívio para festejar o encerramento do 1.º semestre a decorrer no dia 27 de Janeiro (domingo), a partir das 10h00.
O custo é de 10 euros, tudo incluído.
Como sempre estão convidados filhos, namorados, maridos, companheiros...

A confirmação deverá ser feita no máximo até dia 25, à tarde, ao Mário Gil ou ao Francisco.

(mariogvfernandes@yahoo.com ou mgfernandes@anam.pt; mooncelts@hotmail.co.uk -Francisco)

Alteração na data do Jantar da associação africana

Em virtude do dia 2 de Fevereiro ser sábado de carnaval, o Dr. João Matias sugere que o jantar organizado pela associação africana no restaurante A Parreira seja alterado para 8 de Fevereiro.

O jantar é gratuito (aperitivos, dois pratos africanos e sobremesa madeirense), faltando apenas pagar as bebidas (10 euros).

A turma deverá oferecer uma prenda original e que tenha o seu cunho.
Sejamos criativos!

8.1.08

I Congresso Internacional sobre o Humor numa Perspectiva Intercultural — "Humor que Une; Humor que Separa"

Congresso que se realiza de 10 a 12 de Janeiro 2008, na Universidade da Madeira

"No paradigma europeu de investigação científica, existem poucos estudos sobre o humor com um enfoque intercultural. Por um lado, dada a natureza global da comunicação nos nossos dias, importa perguntar qual o papel do humor na aproximação entre os indivíduos e na criação de uma comunidade internacional de falantes que partilham os mesmos princípios, estratégias e práticas discursivas. Por outro lado, as especificidades culturais de cada país e região contribuem mais para dividir do que para unir as pessoas, no que toca à fruição do humor. Além disso, ao nível da comunicação interpessoal, este duplo papel do humor é notório, por exemplo, nas dinâmicas de grupo.

Para submissão de resumos contacte ninita@uma.pt
Faça também aqui o download da ficha de inscrição.
Já disponível: Programa do Congresso "


Fonte: www.uma.pt

21.12.07

Crónica do Diogo

“Já chegámos à festa”!
(e outras “simples” expressões populares)

“Prontos” aí está a “festa”. A famosa “altura da festa” está aí.
Como se costuma dizer “estamos quase na festa”. O problema desta simples expressão é que nos “assombra” todo o ano. É vulgar associarmos um pouco de tudo o que vemos adiado na nossa vida à “festa”.

É o aumento que está prometido para a “festa”
É a promoção profissional que virá lá para a “festa”
É o treinador do Benfica que não chega à “festa”
São os melhores dias que chegaram lá por alturas da “festa”
É o arroz de pato que está prometido mas só lá para a “festa”

Tudo o que nos liga à esperança, está mais ou menos datado para alturas da “festa”.
Mas e agora?
E agora que “já estamos quase na festa”? Que outra data do ano vai “pagar as favas” dos planos e dos sonhos constantemente adiados? Olhem …“venha o diabo e escolha…” para usarmos mais uma “simples” expressão popular.

Mas não interessa! Estamos na “festa” e por isso deixemo-nos de tristezas, pois “tristezas não pagam dívidas”, vamos mas é “comer e beber até à lancha encostar”, pois, como vocês sabem, uma data é apenas uma data e “uma andorinha não faz a Primavera”. Não pensem em nada, pois “a pensar morreu um burro”, esperem pela “festa” para que os Vossos problemas se resolvam, pois afinal “estamos quase na festa” (de 2008…), são mais alguns “pozinhos” e estamos lá! Aliás já os nossos “antigos” diziam, “devagar se vai ao longe” ou também “as cadelas apressadas fazem os cachorros cegos”! Por isso “calma que o Brasil é nosso!”.
Amigos e Colegas, desejo a todos Vós, (do alto do meu semestre sabático) votos de Santo e Feliz Natal a todos, “saudinha da boa e força da rija”, espero que estejam todos bem, pois, e para usar mais uma expressão antiga, “nós cá vamos andando mais ou menos na paz de Cristo à espera de dias melhores”.

Um abraço deste Vosso Amigo e Colega Diogo.

20.12.07

Convite

1ª Colectiva do Centro Cultural e Desportivo da E.E.M.



Local de exposição: Rua do Carmo nº 76 no Funchal
Data: 31.12.2007 a 15.01.2008

10.12.07

Casa da Luz expõe obras de alunos de Milewski

"Um grupo de alunos e ex-alunos integrados desde 2005 no Atelier Quatroccento de Marcos Milewski é autor do conjunto de trabalhos artísticos que o Museu de Electricidade da Madeira - Casa da Luz apresenta ao público a partir de quarta-feira, dia 12 de Dezembro.As obras foram realizadas no âmbito do curso 'Actividades de Enriquecimento, Expressão Plástica / Pintura' promovido pela Direcção Regional da Juventude, Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação - Divisão Coordenadora de Apoio à Sobredotação.
Desde 1993 que o artista argentino Marcos Milewski organiza ateliers de técnicas de desenho e pintura para artistas de vários tamanhos.Nesta mostra em concreto, cruzam-se trabalhos de artistas que já andam pelas sua própria arte e outros que ainda estão a dar os primeiros passos. Em comum, apresentam uma obra emblemática. Ao todo estarão patentes ao público cerca de 25 pinturas divididas pelas técnicas a óleo, acrílico sobre tela e ainda, em número bem mais reduzido, a pastel.Apesar da diversidade de abordagens, a exposição, refere o formador, é coesa.A exposição ficará patente ao público até 11 de Janeiro de 2008, na sala de exposições temporárias do Museu de Electricidade. Pode ser vista de terça a sábado (excluindo dias santos e feriados das 10 horas até às 12.30 e das 14 às 18 horas. A entrada é gratuita.

Ensinar a arte de pintar por Marcos Milewski

"Pintar é partilhar a nossa maneira de olhar o mundo com os outros"."Ensinar a pintar é ajudar a 'dizer coisas' com lápis, pincéis e tintas."É mostrar como os instrumentos funcionam, é observar juntos coisas simples que se encontram à nossa volta: maracujá, um rosto, um poente visto pelas janelas partilhando a maravilha de ver cores, luzes, formas, o belo submerso nunca antes vislumbrado"."pintar e ensinar complementam-se", pois dá e recebe, ensina e aprende.Era imperioso "mostrar a imensa variedade de cores, estilos e modos de ver as coisas" dos seus alunos.É um modo de dar voz aos trabalhos."


Paula Henriques , in Diário de Notícias, 06-12-2007.

Fotografias da Conferência

Já estão disponíveis as fotografias da conferência alusiva ao tema "A vida e a Obra do Conselheiro Ayres de Ornelas", organizada pelos alunos de Ciências da Cultura.

6.12.07

"A vida e a Obra do Conselheiro Ayres de Ornelas"







Realiza-se já amanhã, dia 06 de Dezembro, a conferência organizada pelos alunos de Ciências da Cultura, "A vida e a Obra do Conselheiro Ayres de Ornelas", seguida de jantar oferecido pela Casa do Povo da Camacha.


Programa:
18:30 -
Abertura solene— Exma. Srª. Presidente da Casa do Povo;
18.45 - Magnífico Reitor da Universidade da Madeira, Prof. Doutor Pedro Telhado;
19:00 - “A Cultura e a Importância do Curso Ciências da Cultura” - Profª. Doutora Maria Teresa do Nascimento;
19.30 - Ingrid Robidas - Intercâmbio entre a Universidade Laval e a Universidade da Madeira;
19:45 - “O Ensino Religioso e a Origem do Folclore” - Prof. Doutor João Adriano Ribeiro;
20:15 - “A Vida e a Obra do Conselheiro Ayres de Ornelas” - Prof. Doutor Paulo Miguel Rodrigues;
21:00 - Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz.


Moderadores: Justino Rodrigues, Lénia Serrão e Rui Coelho;
Secretariado: Jorge Lucas, Bruno Guerra e Jessica Sousa.

4.12.07

Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo e outros “ismos” …II

Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo e outros “ismos” …(infelizmente com duras consequências sociais e humanas)

Melhor que as palavras, o exemplo palpável …(carta de um contribuinte ao ministro das finanças)

"Ex. mo Senhor Ministro das Finanças,
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º 152115870 vem, por este meio, junto de V.Ex.a para fazer uma proposta: A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma. Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais. Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância. Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano sejam retirados os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha. (Se possível a todas as esposas e filhas de todos os governantes de Portugal...)
b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
e) a angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.
h) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.

Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...

Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender.

Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.

Atentamente,
Victor Lopes da Gama Cerqueira

19/Outubro/2007"

8.11.07

Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo e outros “ismos” …

Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo e outros “ismos” …
(infelizmente com duras consequências sociais e humanas)


Os conceitos de “sorte” ou de “azar”, como elemento essencial ao sucesso pessoal ou colectivo têm “evoluído” (?), sobretudo desde o final do século passado. Hoje em dia, mais que a “sorte” ou o “azar”, valorizamos o nosso (meu) trabalho, as nossas (minhas) qualidades, no aproveitar ou não das oportunidades que se nos deparam. Para o bem e para o mal...

Não quero vos maçar com os conceitos e ideias peregrinas, que, de tempos a tempos me assaltam, sobretudo quando me deparo com carências sociais e humanas na nossa cidade, mas quero vos chamar a atenção para o “como” analisamos o sucesso ou o insucesso dos outros e o “como” a nossa sociedade rapidamente nos classifica e condiciona (atenção, a todos nós, não apenas aos “outros”).

Hoje em dia ninguém classifica um mendigo simplesmente como um “homem sem sorte”. À mendicidade associamos (todos nós!) muitas vezes outros conceitos, como alcoolismo, “vadiagem”, preguiça, má-formação etc. Desprezamos (todos nós!) os valores humanos e a situação pessoal por trás de toda a situação de pobreza visível e, por outro lado, valorizarmos (todos nós!) os aspectos que nos desculpabilizam colectivamente e, por consequência, singularmente.
Literalmente o pobre é pobre porque o quer ser e não nos compete resolver o problema (opinamos todos nós enquanto seguimos o nosso caminho, descansadinhos da vida).

Os valores absolutamente materiais com que nos regemos hoje em dia, abafam por completo os valores morais e humanos que deveríamos exibir. Fruto do “orçamentarismo exacerbado” (mais um “ismo”) hoje em dia todos somos números (todos nós!).
Somos um qualquer número para a área social, somos um qualquer número na área profissional, somos um somatório de vários números aos olhos da sociedade.

O pior é que, fruto desse mesmo “orçamentarismo” bacoco e estúpido, perigosamente e rapidamente evoluímos (todos nós!) de números para encargos sociais. Se adoecermos somos encargo (“malandros querem é baixa!”), se formos para o desemprego somos um encargo (“malandros querem é não trabalhar!”), se nos reformarmos continuamos a ser encargos (“velhos que não fazem nada!”), até atingirmos o ponto de ruptura (já atingido infelizmente), de ver pessoas perfeitamente incapacitadas a terem de voltar a trabalhar porque, apesar de duramente, visivelmente, notoriamente incapacitadas, não se lhes vêm as respectivas baixas médicas renovadas, fruto de “condicionantes”, ou de “erros de análise” (erros de análise? Em situações perfeitamente identificadas? Com pessoas absolutamente inválidas para trabalhar?) …

Tudo isto é culpa nossa, tentem, se puderem, assobiar para o lado, mas somos tão culpados (todos nós!) como os tecnocratas que covardemente se defendem no alto de conceitos de “orçamentaristas”, fruto de Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo ou outros “ismos” infelizmente e cada vez mais com duras consequências humanas e sociais.


Até para a semana
Diogo Luis