Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas do Diogo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas do Diogo. Mostrar todas as mensagens

21.12.07

Crónica do Diogo

“Já chegámos à festa”!
(e outras “simples” expressões populares)

“Prontos” aí está a “festa”. A famosa “altura da festa” está aí.
Como se costuma dizer “estamos quase na festa”. O problema desta simples expressão é que nos “assombra” todo o ano. É vulgar associarmos um pouco de tudo o que vemos adiado na nossa vida à “festa”.

É o aumento que está prometido para a “festa”
É a promoção profissional que virá lá para a “festa”
É o treinador do Benfica que não chega à “festa”
São os melhores dias que chegaram lá por alturas da “festa”
É o arroz de pato que está prometido mas só lá para a “festa”

Tudo o que nos liga à esperança, está mais ou menos datado para alturas da “festa”.
Mas e agora?
E agora que “já estamos quase na festa”? Que outra data do ano vai “pagar as favas” dos planos e dos sonhos constantemente adiados? Olhem …“venha o diabo e escolha…” para usarmos mais uma “simples” expressão popular.

Mas não interessa! Estamos na “festa” e por isso deixemo-nos de tristezas, pois “tristezas não pagam dívidas”, vamos mas é “comer e beber até à lancha encostar”, pois, como vocês sabem, uma data é apenas uma data e “uma andorinha não faz a Primavera”. Não pensem em nada, pois “a pensar morreu um burro”, esperem pela “festa” para que os Vossos problemas se resolvam, pois afinal “estamos quase na festa” (de 2008…), são mais alguns “pozinhos” e estamos lá! Aliás já os nossos “antigos” diziam, “devagar se vai ao longe” ou também “as cadelas apressadas fazem os cachorros cegos”! Por isso “calma que o Brasil é nosso!”.
Amigos e Colegas, desejo a todos Vós, (do alto do meu semestre sabático) votos de Santo e Feliz Natal a todos, “saudinha da boa e força da rija”, espero que estejam todos bem, pois, e para usar mais uma expressão antiga, “nós cá vamos andando mais ou menos na paz de Cristo à espera de dias melhores”.

Um abraço deste Vosso Amigo e Colega Diogo.

4.12.07

Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo e outros “ismos” …II

Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo e outros “ismos” …(infelizmente com duras consequências sociais e humanas)

Melhor que as palavras, o exemplo palpável …(carta de um contribuinte ao ministro das finanças)

"Ex. mo Senhor Ministro das Finanças,
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º 152115870 vem, por este meio, junto de V.Ex.a para fazer uma proposta: A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma. Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais. Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância. Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano sejam retirados os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha. (Se possível a todas as esposas e filhas de todos os governantes de Portugal...)
b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
e) a angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.
h) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.

Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...

Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender.

Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.

Atentamente,
Victor Lopes da Gama Cerqueira

19/Outubro/2007"

8.11.07

Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo e outros “ismos” …

Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo e outros “ismos” …
(infelizmente com duras consequências sociais e humanas)


Os conceitos de “sorte” ou de “azar”, como elemento essencial ao sucesso pessoal ou colectivo têm “evoluído” (?), sobretudo desde o final do século passado. Hoje em dia, mais que a “sorte” ou o “azar”, valorizamos o nosso (meu) trabalho, as nossas (minhas) qualidades, no aproveitar ou não das oportunidades que se nos deparam. Para o bem e para o mal...

Não quero vos maçar com os conceitos e ideias peregrinas, que, de tempos a tempos me assaltam, sobretudo quando me deparo com carências sociais e humanas na nossa cidade, mas quero vos chamar a atenção para o “como” analisamos o sucesso ou o insucesso dos outros e o “como” a nossa sociedade rapidamente nos classifica e condiciona (atenção, a todos nós, não apenas aos “outros”).

Hoje em dia ninguém classifica um mendigo simplesmente como um “homem sem sorte”. À mendicidade associamos (todos nós!) muitas vezes outros conceitos, como alcoolismo, “vadiagem”, preguiça, má-formação etc. Desprezamos (todos nós!) os valores humanos e a situação pessoal por trás de toda a situação de pobreza visível e, por outro lado, valorizarmos (todos nós!) os aspectos que nos desculpabilizam colectivamente e, por consequência, singularmente.
Literalmente o pobre é pobre porque o quer ser e não nos compete resolver o problema (opinamos todos nós enquanto seguimos o nosso caminho, descansadinhos da vida).

Os valores absolutamente materiais com que nos regemos hoje em dia, abafam por completo os valores morais e humanos que deveríamos exibir. Fruto do “orçamentarismo exacerbado” (mais um “ismo”) hoje em dia todos somos números (todos nós!).
Somos um qualquer número para a área social, somos um qualquer número na área profissional, somos um somatório de vários números aos olhos da sociedade.

O pior é que, fruto desse mesmo “orçamentarismo” bacoco e estúpido, perigosamente e rapidamente evoluímos (todos nós!) de números para encargos sociais. Se adoecermos somos encargo (“malandros querem é baixa!”), se formos para o desemprego somos um encargo (“malandros querem é não trabalhar!”), se nos reformarmos continuamos a ser encargos (“velhos que não fazem nada!”), até atingirmos o ponto de ruptura (já atingido infelizmente), de ver pessoas perfeitamente incapacitadas a terem de voltar a trabalhar porque, apesar de duramente, visivelmente, notoriamente incapacitadas, não se lhes vêm as respectivas baixas médicas renovadas, fruto de “condicionantes”, ou de “erros de análise” (erros de análise? Em situações perfeitamente identificadas? Com pessoas absolutamente inválidas para trabalhar?) …

Tudo isto é culpa nossa, tentem, se puderem, assobiar para o lado, mas somos tão culpados (todos nós!) como os tecnocratas que covardemente se defendem no alto de conceitos de “orçamentaristas”, fruto de Liberalismo, Neoliberalismo, Capitalismo ou outros “ismos” infelizmente e cada vez mais com duras consequências humanas e sociais.


Até para a semana
Diogo Luis

3.11.07

Crónicas do Diogo





Previsões elaboradas com as ajudas prestimosas do conhecido Prof. Astrólogo indiano Thásaki Tásalevhar, e da grande Sexóloga da República Checa Pàxacha Seminouva.

Previsão semanal (depois informo qual…)

Nativos de Carneiro

Semana propícia a grandes eventos, tudo sobre rodas! Vá em frente com os seus projectos! (Esperem…estou a receber umas vibrações esquisitas…bolas, estas são as previsões do mês passado…nem os C.T.T´s esotéricos andam a tempo. Bem, não liguem, vai correr bem na mesma é só ter fé que sim!)

Nativos de Touro

Os nativos de touro terão uma grande semana (excepto se passarem para os lados do Campo Pequeno). Nos negócios estão em grande levam tudo à frente, no amor…hum…não sei se já se viram ao espelho…a coisa não tá famosa…

Nativos de Gémeos

(Vai chamar o teu irmão, não sou nenhum papagaio para andar a repetir as mesmas coisas…)

Nativos de Caranguejo

Calma, nem sempre andar para atrás é sinónimo de atraso, às vezes andar para atrás ajuda, só que tu Caranguejo…bolas... exageras um bocado, não há previsão que resista…

Nativos de Leão

Este signo não tem culpa de ser conotado com os “piolhentos” do Almirante Reis (Marítimo arghh, até me arrepio em dizê-lo). A semana, apesar das conotações com o Marítimo (arghhh), apresenta-se favorável. O nativo de Leão é um ser altivo e esperto, basta dizer que fica deitado e quem caça é a Leoa… (chama-lhe tonto…)

Nativos de Virgem

Sim…pois… Virgem, tá bem tá, olha já agora também acredito no Pai Natal, fala a verdade pá!

Nativos de Balança

A semana vai balançar mas não vai cair. Balança é intuitivo e confiável, menos se estiver na praça do peixe do mercado. Estes nativos medem tudo e todos, é um ser altamente valorativo, o que se costuma chamar um valente “seca”, vai lá ver as medidas que tens em casa vai.

Nativos de Escorpião

GRANDE SIGNO! O MELHOR! O ESCORPIÃO “MANDA” NO UNIVERSO QUE O RODEIA, É, SEM DUVIDA, O SIGNO QUE CONGREGA A S MELHORES FORÇAS ESPIRITUAIS E AS MELHORES ENERGIAS. CAPAZ DE GRANDES PERFORMANCES SEXUAIS, CONSEGUE SEMPRE SATISFAZER TODAS AS SUAS AMADAS (ÁS VEZES TODAS AO MESMO TEMPO) NÃO HAVENDO ATÉ À DATA RELATOS DE INSATISFAÇÃO AMOROSA OU SEXUAL DE QUEM SE RELACIONA COM OS NATIVOS DE ESCORPIÃO! PARA O ESCORPIÃO A SEMANA SERÁ CONCORRIDA (NOVAMENTE)!
(Por acaso eu até sou escorpião e posso modestamente confirmar todos os predicados atrás mencionados…o meu contacto está no Blogue se alguém quiser confirmar “in-loco”…que é como quem diz lá mesmo no…local propriamente dito…)

Nativos de Sagitário

Não se preocupem, Sagitário é um signo que não se sabe bem ainda o que é, por isso vai correr tudo bem como com todos os que não sabem o que são…

Nativos de Gémeos

(… o teu irmão já disse! aiiii)

Nativos de Capricórnio

Uma espécie de Touro mas com outro nome, semana propícia a muita coisa, mas vai depender de si… se se mexer …

Nativos de Aquário

Retirando algumas “algas-daninhas” que sempre aparecem, a semana será super. Os nativos de aquário são seres não muito impulsivos e têm dificuldade em “partir a loiça” (rsrsrs… pudera…)

Nativos de Peixe

Os nativos de Peixe têm também uma semana propícia, para quê não sei…mas propícia é. Os nativos de Peixe, na variante Castanheta para mim são os preferidos, embora os nativos de Peixe da casa planetária de Bodião também constituam boa companhia (rsrsrsrs) …

Nativos de Gémeos
(Se esse é teu irmão gémeo, nem é preciso ser astrólogo para adivinhar o que se passou…)

10.10.07

Deserto sem dúvidas nenhumas!!!!!!!!!!!!!

O oásis que desapareça da minha vida!

Todos nós temos alturas nas nossas vidas em que fazemos alguma introspecção pessoal. Estes momentos servem de “balanço pessoal”, de “inventário espiritual”, de requalificação de certas análises de percursos pessoais ou até profissionais (embora neste campo a nossa capacidade de acção ou reacção seja muito condicionada). Estas nossas introspecções abrem-nos também novos horizontes e, sobretudo, revelam-nos novas capacidades de avaliação, sobretudo de avaliação das pessoas que nos rodeiam. De repente damo-nos a analisar o que fizemos e principalmente com quem fizemos e bastas vezes os resultados sobre os que nos rodeiam são perfeitamente estúpidos e desconcertantes, ou seja, certas pessoas que nos rodeiam revelam-se como são, mesquinhas, estúpidas e FALSAS.
Sabem Amigos e Colegas, muitas vezes o nosso percurso de vida assemelha-se à travessia de um deserto, um deserto enorme, inóspito, seco, duro e onde só dependemos de nós no essencial mas onde encaramos certas pessoas como o oásis que procuramos no meio do percurso pelo deserto. Mas não são, ou melhor, muitas vezes esse oásis que procuramos é uma estúpida miragem, muitas vezes esse oásis apenas existe na nossa cabeça porque nós valorizamos erradamente essa pessoa!
Amigos atenção, certos oásis são falsos e não existem! Certos oásis que deveriam estar ali para nos confortar na travessia do deserto são uma miragem fruto da nossa cabeça!
É simplesmente isso Amigos e Colegas, há muito amigo que tomamos como um oásis na nossa vida mas não passa de uma miragem covarde e desonesta.
Por isso, se me perguntam o que escolho para companheiro na “travessia da minha vida” eu sem dúvida nenhuma escolho o deserto! O deserto é verdadeiro, o deserto não é uma miragem falsa e covarde como certos “oásis amigos” que, às vezes erradamente e falsamente nos guiam. Quando chegamos a eles pensando que teremos algum conforto eles simplesmente não existem (são nada). Em matéria de relações pessoais ultimamente tenho navegado pelo deserto por opção própria, assim já sei com o que conto, o deserto a mim não me engana, o deserto passou a ser o meu “porto de abrigo” e o meu Amigo! Por isso Amigos não tenham medo de atravessar desertos das Vossas vidas, os desertos não nos fazem mal nenhum, os supostos oásis das nossas vidas sim! São falsos, são miragens, não esqueçam, há supostos oásis na nossa vida que só servem para camelos, não queiram ser os camelos no oásis, tentem ser o Homem que vence o honesto e verdadeiro deserto!

Até para a semana…
Diogo

12.9.07

Crónicas do Diogo



O Portugalzinho(que é como quem diz a nossa Selecçãozinha de Rugbyzinho) …


A propósito da nossa selecção de Rugby, temos assistido na nossa comunicação social a uma exaltação de valores patrióticos e de participação desportiva tipo “jogo pelo jogo”, que em nada nos abonam enquanto nação. Reparem na exaltação das “vitórias morais”, reparem como o país pára para ver a nossa selecção perder por muitos, reparem como o sentimento muito português (e muito antigo) do “pobrezinho mas honrado” nunca foi tão exaltado como ultimamente, infelizmente e particularmente pelas muitas “mentes brilhantes” da nossa comunicação social, as mesmas que se “assustam” quando o nome de Oliveira Salazar ganha qualquer coisa.
Esta situação fez-me reflectir muito particularmente enquanto português, enquanto cidadão, enquanto parte de uma nação e faz-me sobretudo reflectir em como as nossas metas são invariavelmente e estupidamente baixas. Atenção, não coloco em causa que a nossa selecção deu tudo, não coloco em causa que a nossa selecção tentou ao menos não perder por muitos, que cantou bem a Portuguesa, etc., etc. (qualquer desportista digno desse nome o deve fazer, não por obrigação mas por factores culturais intrínsecos ao desporto). Agora que estes factores só “per-si” sejam motivo de exaltação nacional como foi, e referenciada diariamente como algo de heróico, vai uma enorme distância (sem dúvida nenhuma a distância que medeia o subdesenvolvimento do desenvolvimento desportivo e social). Meus caros amigos, uma derrota é uma derrota, não há nos nossos dias “vitórias morais” e quem pensar que elas existem estará prestes a ser deixado para trás em vários sectores, inclusive, e sobretudo, na nossa vida profissional e particular! A nossa selecção de Rugby já o foi! Em próximos torneios, as selecções das “vitórias morais” não terão acesso! Têm de ganhar se quiserem vencer, para conseguirem ser admitidas entre os melhores! Por isso deixemo-nos de fantasias e comecemos a pensar em situações viradas para o sucesso efectivo. Comecemos a pensar como adultos e não como criancinhas infantilmente felizes com um pequeno rebuçado. Comecemos a balizar-nos por metas que valham a pena. É meio caminho andado para a evolução social e individual que pretendemos mas que não conseguimos alcançar, e, sobretudo, passados 33 anos do 25 de Abril, deixemos para trás os velhinhos slogans dos “pobrezinhos mas honrados”, dos “pão e vinho sobre a mesa”, da “saudinha da boa” e de outros que nos espartilharam a alma e os movimentos enquanto povo, durante muitas décadas.

Até para a semana, um abraço do Diogo.

Crónicas do Diogo

Funchal, 1 de Setembro de 2027

Hoje acordei bem-disposto. Seria sol de pouca dura? Não sei, se calhar… Logo pela manhã desci ao centro no meu carro movido a célula de combustível e estacionei num dos parcómetros do filho do António Henriques (há coisas que nunca mudam).
Saí do carro e vislumbrei ao longe o Mário Gil, lá ia ele e o seu telemóvel de 17ª geração, agora com aquelas mensagens agora por meio de biométrica (já nos longínquos anos dos SMS´s, por volta de 2007, há cerca de 20 anos atrás, ele era assim). É bom quando não mudamos no essencial que somos, só é pena que na cozinha ele só saiba cozinhar rolo de carne. Estou farto de ir lá jantar sempre o mesmo prato!… (ainda haverá nas livrarias virtuais ou de multimédia de agora o velhinho “Livro de Pantagruel”?).
A manhã está bonita!
Já não era sem tempo, isto de não podermos prever o tempo que fará, como em anos passados é uma maçada, mas também quem mandou “aquecer o globo”? Fomos todos nós que o aquecemos! Só agora, mais de 20 anos depois, chegamos a essa conclusão, hoje em dia ninguém foge às suas responsabilidades como antigamente, todos assumem que podem fazer algo, ainda bem, assim poderemos ir lá!
Se calhar por acordar bem-disposto lembrei-me dos meus tempos de faculdade. Antigamente, lá por volta de 2006/2007 havia apenas uma Universidade na Madeira, a velhinha UMa, hoje desactualizada (já na altura não estava muito actualizada). Lembrei-me da minha turma, a B de Ciências da Cultura, malta porreira, pessoal que seguia os seus sonhos, todos eles conseguiram aliar os estudos ao trabalho e à sua vida pessoal. Lembro-me perfeitamente que as minhas colegas quando acabaram o Curso engravidaram logo de seguida (planeamento cuidado), a Cátia, a Tina, a Sandra, a Sónia, a Ana (mas esta é de C. Lobos logo não é façanha nenhuma…), a Margarida, a Susana, o Donato (coisas da medicina moderna, vivemos em 2027 as coisas “evoluíram”, enfim cada um “come do que gosta”…), a todas elas dei sempre o mesmo conselho:
-Em matéria de educar filhos não se preocupem, o que custa são os primeiros 25 anos, depois vai bem!
Diverti-me muito nesses tempos, foi das melhores “coisas” que fiz na vida! Isto de viver é procurar evoluir, e evoluir, é sem dúvida nenhuma nos relacionarmos interpessoalmente, a bem ou a mal tanto faz!
Estou a falar bem, até pareço o novo Vice-Presidente do nosso Governo Regional, o filho do Miguel Albuquerque, o Martim.
Será que o Alberto João vai finalmente sair do Governo?
Se calhar é desta! Não sei é se o neto do Jaime Ramos vai deixar o Alberto João sair…
Por falar em mudanças não posso esquecer de fazer a minha aposta no “Galactico-milhões”, estou com uma “fezada” que é esta semana é que é (alguma vez vou ganhar alguma coisa)!
Bem, este bio-café com adoçante/adelgaçante já “marchou”, tenho agora de ir buscar minha reforma de 253€ que recebo por ter trabalhado uma vida inteira… mesmo assim estou satisfeito, é que o Supremo Presidente da República, o Dr. Francisco Louçã já decretou que as reformas são ilegais, pois ameaçam o “bem-estar orçamental do povo trabalhador”, logo para os que vêem a seguir vai ser muito difícil…

Até para a próxima, espero que estejamos todos bem e de saúde na data de hoje!
Funchal 1 de Setembro de 2027

29.8.07

Cartas (nada) sombrias

“O sorriso é uma máscara ou um manto que cobre uma multitude de dores.”
(Madre Teresa de Calcutá)

Livro: “Madre Teresa: seja a minha luz” - Cartas pessoais de Madre Teresa de Calcutá.
Autor: reverendo Brian Kolodiejchuk .
Obra a publicar pela editora Doubleplay, Estados Unidos, no próximo dia 4 de Setembro.


“Por favor reze especialmente por mim para que eu não estrague a Sua obra e que Nosso Senhor possa mostrar-se, pois há uma escuridão tão terrível dentro de mim, como se eu estivesse morrido.” (Madre Teresa de Calcutá)

Será publicado pela editora Doubleplay, no próximo dia 4 de Setembro, nos Estados Unidos, o livro “Mother Teresa: Come be my light”, livro este que resulta de uma compilação de cartas pessoais de Madre Teresa de Calcutá.
Através destas cartas pessoais, escritas durante a sua vida de missionária, e apenas agora reveladas, Madre Teresa revela-nos, estranhamente para nós que não estamos habituados a “entender” os nossos semelhantes em vários aspectos, todo o seu lado humano e pessoal. Enquanto, por entre as misérias humanas extremas das ruas de Calcutá, tentava superar todos os obstáculos físicos que se lhe deparavam na implantação da sua grande obra humanitária, revelando em todo este trajecto o seu enorme desprendimento de bens materiais, e, sobretudo, revelando uma fé inabalável e indestrutível, Madre Teresa deixava todas as suas dúvidas existenciais e espirituais para as palavras que escrevia aos seus amigos e guias espirituais.

“Na minha própria alma, sinto a terrível dor da sua perda. Sinto que Deus não me quer, que Deus não é Deus e que ele não existe realmente.” (Madre Teresa de Calcutá)

O lado humano sobressaiu nestas profundas palavras. A condição humana que enfrentava, dia após dia pelas ruas, fazia com que todas as suas dúvidas momentos de fraqueza humana se trespassassem para as palavras que escrevia em privado.
Sobressaltava-se com várias dúvidas, pensava a condição humana e sentia e questionava como todos nós o fazemos, uns mais abertamente outros nem por isso.

“Digo palavras de orações comunitárias e faço de tudo para tirar de cada palavra a doçura que ela tem de transmitir, mas a minha oração já não existe (…) não rezo mais.” (Madre Teresa de Calcutá)

Apenas tenho lido os relatos que aparecem publicados, não tenho, por conseguinte, a leitura particular e o contexto abalizado pelo livro a publicar, mas, com base no que já li, e falando a título muito pessoal, o meu enorme apreço e admiração pela obra feita e pela personalidade desta grande Senhora aumentaram exponencialmente.

“Na minha própria alma, sinto a terrível dor da sua perda. Sinto que Deus não me quer, que Deus não é Deus e que ele não existe realmente.” (Madre Teresa de Calcutá)

Os sentimentos, as dúvidas, as lutas interiores reveladas nestas cartas, revelam-nos que não só no exterior, no concreto da obra, nas ruas de Calcutá, se travaram lutas tremendas. Também no interior da sua obreira principal, no interior da pessoa, da Mulher, Teresa de Calcutá, houve que reunir forças e capacidades sobre-humanas para não sucumbir à miséria humana, como sucumbiram muitas das pessoas que ele tentava ajudar.

“Jesus tem um amor muito especial por si. Quanto a mim, o silêncio e o vazio são tão grandes que olho e não vejo, escuto e não ouço. (Madre Teresa de Calcutá)

Madre Teresa de Calcutá, não conseguia ver nem conseguia escutar. Por vezes, sentia um vazio enorme no seu interior. Quem nunca passou este estado de espírito? Todos nós! Sem excepções todos nós em alguma etapa da nossa vida passámos ou passaremos (para os que levam uma vida mais calma), por semelhantes etapas. Faz parte da vida, faz parte do nosso crescimento interior.
Mas pensem, se Madre Teresa de Calcutá, com todas as dificuldades que nos evidenciou, com todos os contra-tempos, faltas e condições adversas, e, sobretudo agora, com as dúvidas e questões pessoais e espirituais que nos revelou, fez a obra que fez e nos legou, nós com a “vidinha” que levamos temos a obrigação de tentar, sobretudo e ao menos tentar, deixar alguma obra feita em prol dos outros, nem que seja ao menos afortunado que encontramos na beira da estrada por onde passamos todos os dias. Não precisamos de viajar a Calcutá como ela fez, podemos fazê-lo por cá, devemos isso não só a Madre Teresa de Calcutá mas também a nós próprios e aos nossos filhos!

Até para a semana…
Diogo

16.8.07

Importância de saber viver



“Tese do pensador russo chamado GUERDJEF, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de saber viver.

Dizia Guerdjef:
"Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal".

Assim dizendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem os "experts" em comportamento que quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade. Aqui estão as 20 regras de saber viver:

1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3. Planeie o seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você asfixia-se.
5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua actuação, a não ser você mesmo.
6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre-de-cerimónias.
7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porquê são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9. Tente descobrir o prazer de actos quotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem porém achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10. Evite envolver-se na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a acção.
11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, o travão ao movimento e à busca.
13. É preciso ter sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilómetros. Não adianta estar mais longe.
14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância subtil de uma saída discreta.
15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental. Escute o que falaram de bom, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é óptimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19. Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
20. Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer.

INESC – Centro de Engenharia Organizacional – http://ceo.inesc.pt/
Ananda Marga – Centro de Yoga e Meditação - http://anandamarga.pt/


Pensamento da semana
Com a devida vénia ao meu amigo Dr. João M.M. Fernandes Castro, psicólogo e sobretudo GRANDE UNIONISTA, transcrevo aqui um P.S. do seu artigo semanal publicado em 27 de Julho no Diário de Notícias:

“Como técnico de saúde mental estou habilitado a lidar com a idiotia. Esta patologia associada a alguma estupidez natural torna-se quase incurável em determinado tipo de indivíduos. Todavia existem panaceias susceptíveis de aliviar esse sofrimento: o cultivo da humildade, a meditação, a auto-flagelação ou o pentear macacos por vezes fazem milagres...”


Até para a próxima…
Diogo Luís

20.7.07

Crónicas do Diogo - Férias

S.P.A.D.
SOCIEDADE das PICADORAS ABANDONADAS pelas DONAS

Olá, sou uma picadora de gelo. Uma picadora de gelo simples e honesta. Uma picadora de gelo covardemente abandonada, pela minha dona, sim a minha dona, essa mesma que tanto me elogiava, afinal... Como sou pequenina a minha dona não me quis (snif), abandonou-me, eu não merecia isto (snif, snif), fui abandonada no Livramento, numa casa onde, após se servirem de mim como quiseram e entenderam, onde após me usarem e abusarem livremente de todo o meu interior, após um Sarau de encerramento académico simplesmente abandonaram-me (snif, buahhh, snif)...

“- Calma minha rica picadorazinha de gelo, calma que não ficarás só! O Diogo vai cuidar de ti, vou te fazer a picadora de gelo mais feliz do mundo!”

Não acreditei! De quem seria esta voz que ouvia? Seria verdade? Seria verdade que haveria alguém que se interessava por mim, simples e honesta picadora de gelo??? Haveria um “anjo” que me guardaria???

“- Então picadorazinha, não chores.” Disse-me aquela voz que me soava a paraíso.
“Nós vamos nos divertir muito!!! Olha, sábado embarcamos juntos para o Porto Santo, tu vais comigo e vamos directos para o areal, só nós dois!!! Esquece a ingrata da tua dona, ela não merece as tuas lágrimas!!!”

Era bem verdade o que aquela voz me dizia, tinha de ultrapassar esta dor que sentia do abandono a que fui sujeita, afinal alguém se interessava por mim!!!

“- Olha picadorazinha, serão 10 dias de caipirinha, caipiroska, sumos, refrescos frutinas etc. tudo o que tu quiseres, não te preocupes com o meu fígado, vem comigo para o areal do Porto Santo e prometo-te que nunca mais serás abandonada, nunca mais serás usada e deitada fora, irás sempre comigo, seja para o areal, seja para o Bar do Henrique, seja para o mais fino hotel, estarás sempre comigo!!”

Meu Deus, afinal ainda havia justiça no mundo, afinal vale a pena existirmos, a paixão surge quando menos esperamos, vou para o Porto Santo com o Diogo, nem quero saber da minha antiga dona, e o marido dela o Ricardo aquele ingrato, que falta de respeito, olhem não preciso mais de vocês, achei alguém que me quer muito e vou com ele para o Porto Santo.

Adeus donos ingratos, adeus não me procurem mais, vou viver a maior paixão da minha vida com o Diogo!!! (aí!! ui!! tá quieto Diogo, seu sem vergonha, olha que podem nos estar a ver, espera até chegarmos à nossa suite no Porto Santo...).

Diogo Luís

13.7.07

Exijo a Mérito-Propina

Parece “praga”, todos os anos, mais volta menos volta, aparece-nos a “estória” das propinas de valor máximo. Também parecendo “praga”, volta também o popular slogan “não pagamos” dos estudantes, já gasto e muito mais adequado a alunos adolescentes do ensino secundário. Apetece-me dizer:
-Meninos evoluam!
Os alunos do ensino superior não são (falo por mim e pela maioria dos meus colegas de curso) nenhumas crianças, são pessoas evoluídas e capazes de ultrapassar (quase) todos os obstáculos, é por isso que estão na última fase de estudos e é por isso que são adultos responsáveis.

Hoje em dia qualquer processo de evolução implica muita capacidade de negociação, birras, infantilidades e finca-pés, tipo “não como a sopa”, não levam a lado nenhum e temos os exemplos do passado recente e em várias áreas de actividade. Se a posição dos representantes (?) dos alunos no Senado for a de “não pagamos” sem apresentação de contra-proposta aos aumentos propostos, então volto a dizer, estamos muito mal representados no Senado…

Como é que entre tantos “crânios” eleitos para pseudo-representação dos alunos junto do Senado, ainda nenhum pensou em exigir contra-partidas e regalias para os verdadeiros e aplicados alunos, em troca dos valores exigidos?
Como é que nenhum daqueles “crânios” dos nossos pseudo-representantes, ainda nem sequer levantou a hipótese de serem beneficiados os bons alunos em contrapartida pela forte penalização dos alunos que fazem das universidades o quintal da sua casa ou então o espaço de gastos das carteiras dos “papás” (esses sim deveriam pagar propina máxima e penalização)?

O fundamental nestes processos é saber negociar, qualquer “palerma” faz apelos à greve, qualquer “palerma” instiga ao confronto, sobretudo quando o assunto é relativo a gastos financeiros, o que precisamos é de quem saiba negociar e reivindicar modernamente pelos nossos direitos enquanto estudantes.

Por isso a minha proposta nesta matéria é simples, beneficie-se quem tem aproveitamento universitário e penalize-se os alunos vadios e irresponsáveis que nem às aulas aparecem. É fácil, há registos das actividades dos alunos durante os semestres, é só analisarem esses dados e decidirem.

O Mérito a quem estuda!!!!
Porque razão pago eu o mesmo do que um aluno que está inscrito e nem aparece às aulas?
Porque razão pago eu o mesmo do que um aluno que só vai à UMa para namorar?
Porque razão pago eu o mesmo do que “os meninos do carro preto”, que fazem um pequeno intervalo no bar da Universidade, entre as noitadas nas “vespas” e o “esticão” às carteiras dos papás?
Porque razão sofro o mesmo aumento do que alunos que não “ligam meia” às aulas?

Exijo a Mérito-propina, exijo que o meu aproveitamento universitário seja compensado, em relação ao absentismo e má conduta de outros! E, sim, após a definição de critérios de quem paga ou quê, como e quando, então sim vamos falar de valores. Até nem me importo de pagar mais 20, 30 ou 50€ do que pago actualmente, desde que seja beneficiado em condições de estudo e em regalias sociais e fiscais, por exemplo.

As greves, as manifestações, os confrontos, os abandonos de salas de Senado, só revelam a incapacidade de diálogo e de negociação de quem tem a obrigação de nos defender, volto a dizer qualquer “palerma” apela à greve e ao boicote, difícil mesmo é fazer evoluir as situações, é que, para dialogar e evoluir exige-se muita maturidade e responsabilidade e isto não está ao alcance de “adolescentes tardios” mas sim de “jovens adultos responsáveis”.

Até para a semana!

Diogo Luís

9.7.07

Crónicas do Diogo - X

Nova semana, nova vida. Esta semana não me apetece “dizer” muito, apetece-me sim compartilhar convosco. Compartilhar algumas palavras que descobri hoje mesmo, são de Francisco Cândido Xavier.
Quem é Francisco Cândido Xavier? Isso não é o principal, o principal é sim o que ele escreveu.
As palavras têm o condão de, quando escutadas e não simplesmente ouvidas, nos porem a reflectir e a pensar, a evoluir e não a regredir....


A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR!

Que Deus não permita…que eu perca o ROMANTISMO, mesmo sabendo que AS ROSAS NÃO FALAM...
Que eu não perca o OPTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera PODE NÃO SER TÃO ALEGRE...
Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, DOLOROSA...
Que eu não perca a VONTADE DE TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, ELES ACABEM POR SE IR EMBORA DAS NOSSAS VIDAS...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são INCAPAZES de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...
Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu CAIA...
Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que A PESSOA QUE EU MAIS AMO PODE NÃO SENTIR O MESMO POR MIM...
Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo ESCURECERÃO OS MEUS OLHOS...
Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...
Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as TENTAÇÕES DA VIDA SÃO INUMERAS e deliciosas...
Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo SABENDO QUE O PREJUDICADO POSSA SER EU...
Que eu não perca o meu ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas cairão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o AMOR PELA MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...
Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe no meu coração, MESMO SABENDO QUE MUITAS VEZES ELE SERÁ SUBMETIDO E REJEITADO...
Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, MESMO SABENDO QUE O MUNDO É PEQUENO…
E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que DEUS AMA-ME INFINITAMENTE!!!!
Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois... A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR!

Francisco Cândido Xavier

30.6.07

Crónicas do Diogo - IX

Livro: “Alguns Olhares”
Autor: Prof. Virgílio Higino Gonçalves Pereira
Publicação: “O Liberal” Artes Gráficas
Tiragem: 1000 exemplares



Foi apresentado no Funchal, no passado dia 27 de Junho, no Quartel dos Bombeiros Voluntários do Funchal, o primeiro livro de Virgílio Higino Gonçalves Pereira, mais conhecido por Professor Virgílio Pereira, sob o título "Alguns Olhares".

Em exclusivo para o Blogue dos alunos da Turma B do Curso de Ciências da Cultura, o autor, Prof. Virgílio fala-nos desta e de outras experiências.

Desde já agradecemos a disponibilidade revelada pelo autor nesta entrevista exclusiva ao nosso universo de internautas.


Curso de Ciências da Cultura da Universidade da Madeira - Professor Virgílio Pereira, porquê o livro "Alguns Olhares"?

Professor Virgílio Pereira - Sinceramente não me movi pela máxima popular, plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro. Não foi isso. Atravessando uma fase menos feliz no campo da saúde e para combater as horas de ócio e solidão, lembrei-me de pedidos de familiares e amigos que era: “Faz a junção de histórias que tens de apontamentos, de experiências e publica. Vão constituir um registo em forma condensada e se alguém estiver interessado é mais fácil a consulta em livro”. Foi sobretudo com base em tempos livres, por isso é que é pequeno e despretensioso, onde a primeira parte são história da minha vida pública e a segunda parte é uma colectânea de escritos dos últimos sete anos, de 2000 a 2006.

CCB UMa – É um livro político ou pessoal?

P.VP – A segunda parte é mais política, sem dúvida, com temáticas diversas, algumas mescladas de argumentos vários por onde passei. A segunda é mais política, sem dúvida.

CCB UMa – Para quando um mais pessoal?

P. VP – Estou a pôr essa hipótese com uma certa acuidade. Tenho a impressão que a primeira parte do meu livro vai servir de base a um segundo documento, com base em historias verídicas, sem ficção nenhuma, aliás como este livro, e que ajude a espelhar a evolução da sociedade madeirense ao longo de 40 anos, contando um pouco da minha historia desde criança, passando pela adolescência, aluno de liceu, da faculdade, professor, explicador, autarca, parlamentar, político, etc.. Vou contar uma história de forma mais cuidada do que neste livro, sem dúvida, enveredando mais pelo campo da sociologia. Penso que posso ajudar a espelhar complementarmente a outros documentos mais complexos que já existem.
Julgo que o meus amigos mais novos em lugares públicos por onde eu já passei, vão ficar enriquecidos em conhecimentos com um trabalho dessa natureza, uma vez que não viveram os tempos antigos da nossa autonomia e carecem de documentos e experiências vividas para avaliar melhor as suas raízes.


CCB UMa – Vão ser umas memórias?

P. VP – Eu não queria ir por aí, nem por uma autobiografia, pois parece-me que não tenho dimensão para tal. Tenho material para contribuir, porque a mim interessa-me chegar as classes mais afastadas da literacia, portanto tenho uma tendência quase endémica para pensar nesses em primeiro lugar. Temos de pensar nesses sempre em primeiro lugar, portanto esses devem, estar no primeiro lugar das nossas preocupações. Obviamente quando vejo homens e mulheres de cultura superior elaborarem trabalhos melhor preparados e decifráveis a um nível superior também fico satisfeito, pois temos de olhar também a elite cultural como motor da sociedade. Contudo, a nossa sociedade, seja a que nível for, evolui muito mais quando trabalha em conjunto.

CCB UMa – Em termos pessoais, Prof. Virgílio, é a idade que ajuda a escrita ou a escrita que ajuda a idade?

P. VP – Boa pergunta. Nunca pensei nisso. Penso que as duas coisas. A idade que vou tendo e os problemas de saúde, abriu o caminho ao livro, não queria o ócio e a solidão, contudo a distância dos anos em relação as histórias ou a mensagem que procuro passar é resultado da relação idade/escrita sem dúvida.

CCB UMa – Uma palavra para o Curso de Ciências da Cultura da UMa, numa altura em que em Portugal se massifica e se quantifica tanto a cultura, lembro que por exemplo o Sr. Joe Berado considerava esta semana a cultura em França, por exemplo, uma industria superior à industria automóvel.Qual o caminho para a cultura?

P. VP – Penso que realizações como as do Sr. Joe Berado são necessárias para as elites, os motores da nossa sociedade, mas não se esqueça que está nos recursos humanos, fora das elites, os pilares de desenvolvimento e evolução de um país. Continuo a dizer que ainda com melhorias significativas há uma grande massa populacional que tem de ser olhada de maneira mais cuidada. Temos de preparar, de talhar os diversos agentes e monitores culturais para que no futuro os conhecimentos cheguem a toda a gente, as artes, a cultura, a escultura, a música, a dança, etc., como outros campos de literatura, da poesia, do conhecimento, da biologia, da química etc.. Estamos carecidos de mais e melhores formadores para a maior parte da nossas sociedades. Talvez queira dizer que os governos devem apoiar de forma vigorosa a cultura, de maneira a que se propague na nossa sociedade. O ensino superior deve ser incentivado na aquisição de competências que passa forçosamente pela interacção entre a parte estatal e privada. Sem dúvida que quanto mais agentes e forças aplicadas à cultura, maior evolução social haverá.
Um abraço aos alunos de ciências da cultura, e que o curso e a vossa vida decorra da melhor forma!


Diogo Luis

21.6.07

Crónicas do Diogo VÊ.HI.HI.HI.

Sondagem na UMa

Realizou-se na pretérita semana uma sondagem junto da população universitária da UMa.
Esta experiência teve como objectivo aquilatar o grau de satisfação e o nível de opiniões dos alunos sobre alguns componentes do corpo docente da faculdade. A sondagem, da UMa/Revistas”Saber” – “Fiesta” – “Gina”/Canal Panda/Emissora do Cambado tem uma margem de erro de 99,45 por cento para um intervalo de confiança de 0,0095 por cento.
Vamos então aos resultados da nossa sondagem, verdadeiro “case-study” das nossas universidades.


Professora Celina Martins
Óptimo – 253 alunos
Bom – 355 alunos
“Vão ali e já voltam para responder” (mas ainda não voltaram…) – 2.170 alunos
“Yah! Fixe! Tamos nessa! Marca X nela!” – 12 alunos
“Excelente Professora, aliás vou agora lhe levar este cafezinho ao gabinete e lhe dizer como o livro dela é óptimo e já o li várias vezes, com licença!” – 1 aluna (do 2ª ano C.C.Turma B…)

Professora Helena Rebelo
Óptimo (com acento agudo)
– 545 (quinhentos quarenta e cinco) alunos – (parágrafo)
Bom (sinónimo - de bondoso, benigno, benevolente, benévolo) – 535 (quinhentos trinta e cinco) alunos (parágrafo)
Pois, olhe agora estou com pressa e já dei á outra senhora da cruz vermelha” (expressão de enfado) – 2 (dois) alunos (parágrafo)
“Daaaaaahhhhhhhh!!! “ (interjeição) – 5 (cinco) alunos (parágrafo)
“Excelente Professora, aliás vou agora lhe levar este cafezinho ao gabinete e lhe dizer como o livro dela é óptimo e já o li várias vezes, com licença!” – 1 aluna (do 2ª ano C.C.Turma B…)

Professor Paulo Rodrigues
Óptimo – 431 alunos
Bom – 432 alunos
“Gajo porreiro, aquelas cenas dos cotas da história e o não sei quê dos ingleses é que me lixam!” – 433 alunos
“Esse não é o do marítimo?” – 11.154 alunos
“Excelente Professor, aliás vou agora lhe levar este cafezinho ao gabinete e lhe dizer como o livro dele é óptimo e já o li várias vezes, com licença!” – 1 aluna (do 2ª ano C.C.Turma B…)

Professora Minh Ha
Óptimo – …
Bom – Meio aluno (meio aluno do 2ª ano C.C.Turma B)
“Queres me estragar o dia pá, desaparece!!!” – 10.353 alunos
“Santinho!” – 11.552 alunos
Excelente Professora, aliás vou agora lhe levar este cafezinho ao gabinete e lhe dizer como o livro dela é óptimo e já o li várias vezes, com licença!” – 1 aluna (do 2ª ano C.C.Turma B…)

Professora Naidea Nunes
Óptimo
– 431 alunos
Bom – 432 alunos
“Garina Fixe, curt`ela, é b (piiiiiihhh) como o milho!!!” – 555 alunos
“Naidea? Isso não é de tomar após as refeições?” – 12 alunos
“Excelente Professora, aliás vou agora lhe levar este cafezinho ao gabinete e lhe dizer como o livro dela é óptimo e já o li várias vezes, com licença!” – 1 aluna (do 2ª ano C.C.Turma B…)

Professor Ricardo Rodrigues
Óptimo
– 3 alunos (da Universidade Sénior)
Bom – 4 alunos (também da Universidade Sénior)
“Só falo na presença do meu advogado” – 56 alunos
“Não conheço, espera deixa ver…esse não é aquele que (Corta! Corta!)” – 535 alunos
“Excelente Professor, aliás vou agora lhe levar este cafezinho ao gabinete e lhe dizer como o livro dele é óptimo e já o li várias vezes, com licença!” – 1 aluna (do 2ª ano C.C.Turma B…)

Até para a semana, estou a preparar já a “Crónica do Diogo VÊ. HI.HI.HI. +1” (não tenho culpa de não saber numeração romana, não sou do tempo deles…)

Diogo Luís

20.6.07

O último romântico….

Pela primeira vez na minha vida estou de acordo com o MEC,
(ou então o MEC chegou às minhas conclusões, tarde mas chegou) …


O último romântico….
Miguel Esteves Cardoso, in Expresso
“Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.”

Diogo Luís

16.6.07

Crónicas do Diogo VII


"É altura de protestar"

"Não conheço nada mais estúpido que a esquerda."

José Saramago, 85 anos, entre outros não menos importantes, Prémio Nobel da Literatura em 1998, um homem assumidamente de esquerda, falava na conferência “Lições e Mestres”, em Santilhana del Mar, no Norte de Espanha, quando proferiu esta e outras afirmações.
“A esquerda deixou de ser esquerda e tornou-se "estúpida", afirmou José Saramago, que acusou também os governos de estarem a tornar-se "em comissários do poder económico".
"Já não há governos socialistas, ainda que tenham esse nome os partidos que estão no poder"
, afirmou o escritor a respeito de executivos como o português e o italiano, citado pela agência EFE no último dia da conferência "Lições e Mestres", em Santilhana del Mar, no norte de Espanha.
"Antes gostávamos de dizer que a direita era estúpida, mas hoje em dia não conheço nada mais estúpido que a esquerda", afirmou o octogenário escritor e militante histórico do Partido Comunista Português.
"Estamos a chegar ao fim de uma civilização e aproximam-se tempos de obscuridade, o fascismo pode regressar; já não há muito tempo para mudar o mundo", afirmou José Saramago.
"O mundo é dirigido por organismos que não são democráticos, como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio", acusou.
"É altura de protestar!"
Para Saramago, "é altura de protestar, porque se nos deixamos levar pelos poderes que nos governam e não fazemos nada por contestá-los, pode dizer-se que merecemos o que temos".
O escritor português defendeu que não existem géneros, mas sim "espaços literários", que admitem de tudo ― ensaio, filosofia, ciência ou poesia ―, e expressou a sua admiração pelo checo Franz Kafka, "a grande figura literária do século XX".


Não tenho dúvidas que, fruto dos “reles economicistas” instalados nos diversos poderes instituídos, somos cada vez mais meros números em vez de seres humanos. Somos um número de identificação pessoal, somos um número de segurança social, somos um número um cartão profissional qualquer.
Mas mais grave ainda, somos cada vez mais um “encargo” social em vez de um activo onde apostar. Somos cada vez mais um encargo para o “estado”, “estado” que hoje em dia não passa de um grupo de interesses, interesses dos tais “reles economicistas”, que nos tentam reduzir a meros relatórios e contas.
Se não, atentem num simples exemplo, mais vale se perder vidas humanas sem apoio médico do que manter, COM O DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS, estabelecimentos hospitalares com urgências médicas abertas. “Não é rentável” dizem esses tipos do alto da sua sapiência (?) como se uma vida humana pudesse vir registada num simples balancete financeiro. E não acaba por aqui, atentem o que se passa com os desempregados cada vez mais desprotegidos, os idosos que chegam ao fim de uma vida de descontos sem garantias de sobrevivência, ou até mesmo de uma imensa parte da população activa que perde direitos adquiridos em nome de um suposto “bem-estar orçamental”. De facto, "é altura de protestar", mas não sei se vamos a tempo…
Diogo Luís

8.6.07

Crónicas do Diogo VI

Alguns Amigos e colegas (como eu os vejo)

Hoje escreverei sobre alguns dos meus Amigos e colegas, sobretudo aqueles que me fascinam muito particularmente. Sei que é difícil e muito arriscado falar sobre pessoas e personalidades (o risco de má-interpretação é elevado), peço desculpa desde já se cometer alguma incongruência, mas, acreditem, a minha filosofia de vida não contém nem falsas modéstias nem hipocrisias no diálogo diário que tenho com quem me envolvo (para bem e para o mal).
Para tal “análise” não preciso de me socorrer dos meus conhecimentos de psicologia (alguns), nem de sociologia (alguns), nem de “quinésia” (alguns) ou sequer de análise transaccional (por acaso sou diplomado), vou expressar o meu “feelling”, que é algo que não me tem deixado mal nas minhas relações inter-pessoais, claro que de tempos a tempos lá me aparece alguém para me “lixar” a média…


Ana – Uma senhora, parece-me preparada para tudo, não se desvenda muito como medida de protecção, é como eu muito observadora e tira partido dessa capacidade de observação em muitos assuntos e relacionamentos.

Cátia – A Cátia fascina-me desde o primeiro dia, pela capacidade de entrega às pessoas e às iniciativas, isso revela um espírito “enorme” e conciliador. A personalidade da Cátia revela-se em pormenores, não em grandes “parangonas”, tem (entre outras) uma grande qualidade, a frontalidade de criticar um Amigo.

Sandra – A Sandra consegue ser bonita por dentro e por fora. Não é fácil ser bonita por dentro e por fora, exige muito trabalho, os estereótipos muitas vezes abafam o que somos. Na UMa aparece e desaparece (deixa-me um “travo na boca” por não se dar a conhecer), quase que nos sobrevoa em vez conviver, para mim só tem um defeito mas eu já lhe disse particularmente qual é…

Sónia – A Sónia é uma força da natureza, é vê-la nas aulas com vontade de viver e seguir em frente, muito franca, é como eu, não faz o favor de sorrir nem de chorar, o que é, é, e mais nada. Vejo-a às vezes logo de manhã, a energia que exibe na UMa, logo pela manhã exibe-a já ao filho, comodamente sentado no banco de trás do carro. Não desistas Sónia, continua assim, embora eu saiba (por experiência própria) que é extremamente cansativo lutarmos em várias frentes.

Susana Bárbara – Susana, só uma palavra, a decisão sobre a tua vida particular que tomaste nestes dias, foi a melhor decisão da tua vida, tens tudo para evoluir particular e profissionalmente, parabéns!

Filipe – O Filipe, como dizem os brasileiros, “tem tudo para dar certo”, só precisa de se concentrar no essencial, necessita de dar tempo ao tempo, a vida corre pelo seu tempo e não pelo tempo que nós queremos. Alguns assuntos não dependem de nós, e não vale a pena “carregarmos” o peso de assuntos que não dependem de nós, dá tempo ao tempo, vive, respira e sonha tudo o que puderes!

Francisco – Uma das pessoas com mais cultura que conheço. A vida do Francisco dava (e sei que dará) um livro, a simplicidade e a cultura com que aborda os assuntos na sala de aula e em situações de convívio particular, revela-nos uma vida repleta de acontecimentos bem vividos, algo que não é para todos, será de certeza um bom pai!

Mário Gil – O que podemos dizer sobre o Mário? O Mário é um ícone da nossa turma, um exemplo. Não tenho dúvidas que o Mário enfrenta os desafios de frente e sem problemas, aliás a sua vida pública assim o demonstra. Gostava de ser um pouco como ele na minha vida, mas ainda não cheguei lá apesar das minhas tentativas de viver os sentimentos da vida, penso que lá chegarei (se não for covarde) …

Miguel Donato – O Miguel sempre me aceitou desde o primeiro dia, tenho pelo Donato um respeito enorme, mas, penso que o Donato pode fazer mais por ele próprio, se calhar não teve a oportunidade, se calhar não teve quem o ajudasse, mas acho que agora tem. Resta-me saber se ele sabe que tem pessoas para ajudá-lo e não para servirem de “bengala”…

Eu – Não sei se já repararam mas eu tento fazer alguma coisa da minha vida. A aventura na UMa tem sido muito gratificante, não pelo aspecto académico (não estou preocupado com o canudo) mas por conviver e conhecer pessoas. Terminamos agora mais um semestre e é altura de balanço. Eu particularmente, para assistir às aulas tenho de gerir os meus compromissos com pinças cirúrgicas, e isso não se faz com prazer mas sim com paciência, vou agora pensar o que fazer e que compromissos assumir ou me desligar, como dizem os velhotes “dois proveitos não cabem em um saco” e há que tomas decisões e compromissos e saber perfeitamente o que se quer. Eu ainda não sei o que quero, só sei que não quero continuar como até aqui, a correr por obrigação, a viajar sem prazer, a estudar espartilhado entre compromissos. Veremos o que o futuro me reserva…


Até para a semana (se calhar) um abração do Amigo e colega Diogo.

PS. Aos Amigos e colegas sobre quem não falo nesta nossa conversa as minhas desculpas, não significa menos importância para mim, se calhar antes pelo contrário.

31.5.07

Crónicas (não é conversa fiada!!!) do Diogo – V


Aos colegas da Licenciatura de Serviço Social

O que podemos e devemos fazer no âmbito social (apenas um exemplo)


Projecto:
“Futebol de Rua” – Campeonato Nacional de Futebol de Rua 2007 – destinado a “estratégia inovadora de intervenção social no combate à pobreza e exclusão social”
Projecto nacional responsabilidade “Cais”, com o alto patrocínio de S. Ex.ª o Presidente da República.
Participação a nível regional e nacional de várias equipas, constituídas por pessoas menos favorecidas social e economicamente.

Patrocínios oficiais:
Ministério do Trabalho e Solidariedade Social
Presidência do Conselho de Ministros
Instituto do Desporto
Federação Portuguesa de Futebol
Projecto Abrigo
Patrocínio particulares:
Companhia de Seguros Allianz


Organização na Madeira AMDpT (Associação Madeira Desporto para Todos)

Conceito/filosofia de base da acção proposta
Conceito excelente, o de aglutinar e potenciar sinergias entre a envolvência do futebol nos seus múltiplos aspectos sociais e humanos e aplicá-las a campos de acção socialmente mais amplos.


O que podemos e devemos fazer no âmbito social – Participação Cívica

Participei ajudando na constituição de equipas para representação da Cáritas do Funchal, onde coloquei à disposição deste grupo de pessoas excluídas e marginalizadas socialmente, conforme instruções específicas constantes do regulamento e criteriosamente seleccionadas pelos Serviços de Acção Social da Caritas Funchal, todo o material de treino da equipa de futsal do Centro Cultural e Desportivo da Empresa de Electricidade da Madeira, bem como foi associada a estas equipas a contribuição graciosa do respectivo treinador da Secção, Sr. Marco. Este envolvimento de um responsável técnico visa também uma consequência de causa-efeito, nomeadamente no aproveitar de valores aparentemente desligados de uma modalidade, mas com potencial de aproveitamento desportivo futuro, não basta contribuir é preciso continuar.
Apesar de um participante lesionado o restante torneio decorreu dentro da normalidade.


O que não podemos nem devemos fazer!!! – O não respeito e a não observação das condições regulamentadas oficialmente.

Ganhou o torneio um equipa do “Centro Comunitário das Murteiras”, constituída por pessoas empregadas, sem dificuldades económicas ou sociais e antigos atletas federados!
Apesar dos protestos de alguns centros participantes junto da organização (AMDpT), o torneio decorreu até ao fim, no final os elementos da organização confraternizaram com as individualidades convidadas e comunicação social presente, se calhar fazendo “boa figura” à custa das pessoas “excluídas e marginalizadas socialmente” (conforme regulamento).


Aos colegas da Licenciatura de Serviço Social – O podemos e devemos fazer na nossa futura vida social e profissional.

Lembrem-se do exemplo positivo na base do projecto, mas lembrem-se sobretudo do exemplo negativo dado pela organização.
Após a Vossa licenciatura, quando ocuparem cargos de responsabilidade na área social, procurem ver para além do protagonismo pessoal, para além das fotografias publicadas na imprensa, pensem no principal, nas pessoas, nem tudo serve de “bengala” numa pretensão de ascensão social ou notoriedade colectiva, muito menos e sobretudo as pessoas menos favorecidas, lembrem-se o essencial na área social onde intervirem são as pessoas e não vocês!


Até para a semana
Diogo Luís

25.5.07

Crónicas (e conversa fiada…) do Diogo – IV




Estamos de parabéns!

Acham mesmo que estamos de parabéns?
Os aniversários são tempos de festividades e de balanços.
Como estamos a comemorar o nosso primeiro aniversário na blogosfera (é pá! blogosfera expressei um neologismo! Obrigado Professora Naidea!“É pá” não, não convém expressar-me desta maneira, desculpe Professora Helena, saiu-me…), vamos aproveitar para fazer um pequeno balanço da nossa vida.
Então, vamos lá saber o que aconteceu desde que iniciámos este espaço (tanta coisa para falar)!
Hum…
Deixa ver, deixa ver…
A vida da nossa Universidade vai de vento em popa?
Não isso não, continua igual… deixa ver se me lembro de outras evoluções…
A nossa vida vai de vento em popa?
Não, também não mas também aqui não há novidades…
A vida política da RAM melhorou, alterou-se, modificou-se, evoluiu?
As reformas de miséria aumentaram?...
Os salários atingiram níveis Europeus?...
As condições de vida ou a nossa produtividade ou o nível de vida alteraram-se?
(esquece…passa à frente Diogo)
Vamos lá ver outras coisas…hum…
Ah, já sei! O “tempo”, o “tempo” está mudado! Sim é isso, o “tempo” mudou, agora é chuva no verão e sol no Inverno! Sim isso mudou!
Já lá diziam os “antigos”: “Sol em Novembro, Natal em Dezembro!”… (O quê? Não era isto? Quero lá saber. Olhem, passou a ser!)

Não, desculpem, desculpem colegas, estou a “desconstruir” (obrigado Professora Celina), vocês já sabem que não sou, nem quero ser levado a sério.
Este ano que passou fiz grandes “coisas”, muito grandes mesmo (para mim que sou pequenino), li Kafka, li Kundera, li Mia Couto (obrigado Professora Celina), li Maria Jesus Reyes (obrigado Tanita), reli MEC (obrigado Professora Helena), li, li muito (“coisa” que nunca tinha feito), aproveitei a cultura de maneira diferente, no ano que passou passei a escrever em blog´s (a tentar escrever, é mais correcto dizer que tento escrever, muito obrigado Cátia, beijão - desculpa Ricardo, e muito obrigado Filipe), conheci pessoas, apaixonei-me (infelizmente de maneira platónica) por uma “miúda”, muito bonita por dentro e por fora (obrigado… … é segredo, fica só comigo, é platónico…), iniciei projectos, ri, ri só, ri em grupo, chorei, chorei só, chorei com o mesmo grupo que ri (experimentem esta maneira de partilha de sentimentos!), aprendi, aprendi muito neste ano que passou, aprendi como nunca, obrigado Amigos, Colegas, Professores, Conhecidos e Desconhecidos que “viveram comigo” o ano que passou!
Então?
Não estou de parabéns? Sem dúvida estou de parabéns, como o nosso blog!


Agora gostava de saber se vocês estão de parabéns como eu, com estas “coisas simples” da vida, digam-me, é para isso que estou aqui!!!!! DIGAM-ME, ESCREVAM-ME, NÃO BANALIDADES E LUGARES COMUNS, EXPRESSEM O QUE VOS VAI NA ALMA, DIGAM-ME AQUI NO BLOG SE SE SENTEM DE PARABÉNS, COMO EU ME SINTO, SE SIM OU SE NÃO, TANTO FAZ, MAS FALEM CONVOSCO!!!

Até para a semana …

18.5.07

Crónicas do Diogo (3)

Eii! Psst! Xuuu! Então???

Psst! Eii!
Oh tu, sim tu, tu aí de olhos “esbugalhados”!!!!
Estás aí ou apenas “vais estando” aí???

Então???

Bolas…é que ninguém me ouve, ninguém me vê!!!
Nem tu que estás aí a fingir que lês esta “m…da”desta crónica.


Eii! Psst! Xuuu! EIIIII!

“P…”! Tanta coisa que te quero dizer mas… não me ligas, nem tu (quem menos eu esperava) …continuas simplesmente aí, mas não vês além disso… nem me vês a mim, nem te vês a ti, nem sentes o que penso, nem sentes o que pensas, nem o que te quero dizer, nem o que queres tu me dizer… deves estar a pensar:

- Este Diogo, parece um “gajo porreiro”… às vezes diz umas coisas engraçadas, mas de resto…não é para ser levado a sério! …

Isso é verdade, é bem verdade, tens muita razão, não quero nem devo ser levado a sério, aliás tenho ódio a uma certa “gentinha” que se julga mais séria do que os outros, e que se ofende com pouco, mas, já que penso que estás aí, vê lá se me ajudas, se me ajudas a falar contigo, é que se esta nossa conversa for “paleio” e tempo perdido então não vale a pena. Entendes?
...
Eii! Psst! Xuuu! Então???

Entendes?
Entendes que tento falar-te do principal da nossa vida não das “coisinhas” da vida???
Entendes que tento falar-te do principal da nossa vida não dos tostões que se contam a meio do mês???
Entendes que tento falar-te do principal da nossa vida, não do que passou mas do que falta???
Entendes que não vale a pena complicarmos o que é simples???




Entendes que a felicidade está nas coisas simples e nos sentimentos verdadeiros, aliás era mesmo isso que te queria falar, de sentimentos, dos meus e dos teus, dos nossos, mas deixa lá, isso fica lá mais para a frente como tudo o que julgamos ser interessante (Será que é? Já nem digo mais nada!).


É que, não sei, mas já reparaste, interessa à maioria de nós sonhar de olhos abertos em vez de viver, interessa à maioria de nós ver o que se passa com os outros, lá longe, bem longe de nós. Sabes, “pá”, enquanto o nosso pensamento estiver em coisas lá longe de nós, não vemos o que temos dentro de nós, temos medo de nos desiludirmos connosco!!! Então lá continuamos nós a pensar nas “coisinhas”, nos “tostõezinhos” nas “mer…inhas”…

Mas não era disso que te queria falar, queria mesmo te falar, de sentimentos, dos meus e dos teus, dos nossos, isso sim era importante falarmos, mas já nem sei se vale a pena, aliás, nem sei se vales a pena ou se valho a pena…é que nestas coisas temos de “estar juntos”, se não vale a pena.
Sabes, aqui entre nós que ninguém nos ouve nem nos liga, eu estou aqui a falar, mas também sou um covarde como tu, também penso nas “coisinhas”, nos “tostõezinhos” nas “mer…inhas”…, passo o dia a sonhar de olhos abertos, ligo ao que se passa com os outros, se calhar é colectivo (lá estou eu a me desculpabilizar com o “colectivo” como se isso existisse…), sabes, é que se estivesses comigo, na aventura de descobrirmos a nós próprios, na aventura de vivermos a vida, de compartilharmos os nossos sentimentos, vivências, sonhos, de não termos medos ( dos “outros”, das normas e dos dogmas, das tretas, das merdas, das “merd…nhas”) se calhar conseguiríamos ser muitos, mas não, não somos e sabes porquê?
Porque somos todos uns covardes, temos medo de sair do convencionado, do estabelecido e instituído por outros!

Eii! Psst!! Então???

“F…da-se”!!! É que ninguém me ouve mesmo, ninguém me vê!!! Estou para aqui a falar sozinho…vão todos à merda! Se não me ouvem nem me ajudam esta semana não há “As crónicas (e não só) do Diogo”…. Bem feito!!!


Diogo Luis