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3.3.08

Convite do Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais

"Com o objectivo de assinalar os 30 anos da morte de João Cabral do
Nascimento e de, simultaneamente, relembrar a importância que esta
figura madeirense teve a nível regional e nacional, quer enquanto
Historiador e Arquivista, quer enquanto Poeta e Tradutor, o CIERL irá
promover uma Conferência a ter lugar na UMa, no próximo dia 4 de
Março, pelas 18 horas, no Anfiteatro 7 (Edifício da Penteada, 3º andar).
Assim, é com muito gosto que o CIERL vem convidar todos os
interessados a assistir a este evento, que terá como oradores o Professor
Doutor Rui Carita, a Doutora Mónica Teixeira e a Mestre Ana Salgueiro
Rodrigues."


Conferência: 4 Março de 2008
Anfiteatro 7 (18 h.)

Comunicações
» História e Arte em Cabral do Nascimento - Professor Doutor Rui Carita.
» O Poeta - Doutora Mónica Teixeira.
» Tradução. A Arquitectura de uma Biblioteca em Cabral do Nascimento - Mestre Ana Salgueiro Rodrigues.
Moderador: Professor Doutor Paulo Miguel Rodrigues


8.1.08

I Congresso Internacional sobre o Humor numa Perspectiva Intercultural — "Humor que Une; Humor que Separa"

Congresso que se realiza de 10 a 12 de Janeiro 2008, na Universidade da Madeira

"No paradigma europeu de investigação científica, existem poucos estudos sobre o humor com um enfoque intercultural. Por um lado, dada a natureza global da comunicação nos nossos dias, importa perguntar qual o papel do humor na aproximação entre os indivíduos e na criação de uma comunidade internacional de falantes que partilham os mesmos princípios, estratégias e práticas discursivas. Por outro lado, as especificidades culturais de cada país e região contribuem mais para dividir do que para unir as pessoas, no que toca à fruição do humor. Além disso, ao nível da comunicação interpessoal, este duplo papel do humor é notório, por exemplo, nas dinâmicas de grupo.

Para submissão de resumos contacte ninita@uma.pt
Faça também aqui o download da ficha de inscrição.
Já disponível: Programa do Congresso "


Fonte: www.uma.pt

20.12.07

Convite

1ª Colectiva do Centro Cultural e Desportivo da E.E.M.



Local de exposição: Rua do Carmo nº 76 no Funchal
Data: 31.12.2007 a 15.01.2008

10.12.07

Casa da Luz expõe obras de alunos de Milewski

"Um grupo de alunos e ex-alunos integrados desde 2005 no Atelier Quatroccento de Marcos Milewski é autor do conjunto de trabalhos artísticos que o Museu de Electricidade da Madeira - Casa da Luz apresenta ao público a partir de quarta-feira, dia 12 de Dezembro.As obras foram realizadas no âmbito do curso 'Actividades de Enriquecimento, Expressão Plástica / Pintura' promovido pela Direcção Regional da Juventude, Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação - Divisão Coordenadora de Apoio à Sobredotação.
Desde 1993 que o artista argentino Marcos Milewski organiza ateliers de técnicas de desenho e pintura para artistas de vários tamanhos.Nesta mostra em concreto, cruzam-se trabalhos de artistas que já andam pelas sua própria arte e outros que ainda estão a dar os primeiros passos. Em comum, apresentam uma obra emblemática. Ao todo estarão patentes ao público cerca de 25 pinturas divididas pelas técnicas a óleo, acrílico sobre tela e ainda, em número bem mais reduzido, a pastel.Apesar da diversidade de abordagens, a exposição, refere o formador, é coesa.A exposição ficará patente ao público até 11 de Janeiro de 2008, na sala de exposições temporárias do Museu de Electricidade. Pode ser vista de terça a sábado (excluindo dias santos e feriados das 10 horas até às 12.30 e das 14 às 18 horas. A entrada é gratuita.

Ensinar a arte de pintar por Marcos Milewski

"Pintar é partilhar a nossa maneira de olhar o mundo com os outros"."Ensinar a pintar é ajudar a 'dizer coisas' com lápis, pincéis e tintas."É mostrar como os instrumentos funcionam, é observar juntos coisas simples que se encontram à nossa volta: maracujá, um rosto, um poente visto pelas janelas partilhando a maravilha de ver cores, luzes, formas, o belo submerso nunca antes vislumbrado"."pintar e ensinar complementam-se", pois dá e recebe, ensina e aprende.Era imperioso "mostrar a imensa variedade de cores, estilos e modos de ver as coisas" dos seus alunos.É um modo de dar voz aos trabalhos."


Paula Henriques , in Diário de Notícias, 06-12-2007.

30.8.07

Up to the mountain: ahead!

"Quando morrem, os ferroviários vão para o céu a bordo de um comboio com asas. Tal e qual. Com passagem pela Rua das Dificuldades e pela Rua dos Arrependidos, que são como o purgatório daqueles que passaram a vida a lidar com carris. Depois, da estação do Pombal para cima, é sempre a subir. Up to the mountain: ahead!

Já ninguém se lembra muito bem de qual foi o inglês que bradou aquilo pela primeira vez. Up to the mountain: ahead! A locomotiva Florisdorf resfolegando vapor pela longa chaminé, o Mount Railway do Funchal abandonando o cais devagarinho em direcção ao topo da montanha, os ingleses muito compostos, sentados com as costas direitas, todos fleuma e elegância, que a um inglês cabe ser o mais civilizado de todos os seres em toda a parte, mas sobretudo fora de casa, para que os selvagens vejam bem visto de que têmpera e classe são feitos os súbditos de Sua Majestade. Lá iam a caminho do Terreiro da Luta, emproados como galgos, muito sérios, capazes mesmo de disfarçar a emoção que tudo aquilo provocava, os silvos da caldeira, as faúlhas do carvão, a nuvem de fumo derramando-se da chaminé. Até que um qualquer, que talvez tivesse passado pelas tascas da poncha antes de embarcar, e que teria, por isso, as faces mais coradas do que os demais, se ergueu do banco, meio ébrio, e, apontando o topo do monte, gritou aquele Up to the mountain: ahead! que os ferroviários ainda gritam quando vão a caminho do céu.

Up to the mountain: ahead!, pois. Tal e qual. A mesma frase que os “chapas” passaram a gritar quando o comboio do monte se punha em movimento – para impressionar os ingleses que vinham curar tuberculoses. O grande escudo metálico rebrilhando-lhes no peito e eles, imitando a bazófia dos bifes, empurravam o peito para fora e gritavam Up to the mountain: ahead! a plenos pulmões, como se anunciassem o início da viagem ao centro da terra, a partida para a descida das vinte mil léguas submarinas, o embarque com Sindbad, o marinheiro. Up to the mountain: ahead!

Parece-me, às vezes, que aindo os oiço e nem sequer estranho. Gosto de imaginar que sobre a Estrada dos Marmeleiros assentam ainda invisíveis, os carris e as cremalheiras do comboio de outrora, resfolgando, a locomotiva empurrando a carruagem dos passageiros na subida, os cinquenta lugares ocupados por velhos ferroviários defuntos, e, porém, felizes, que vão em algazarra por ali acima, tilintando cálices, atirando bonés ao ar e gritando em coro a frase antiga – Up to the mountain: ahead! – enquanto apontam para o topo do monte e riem como se fossem meninos que tivessem descoberto a ausência da gravidade; que lançam pétalas coloridas à passagem pelo Flamengo e que mergulham as mãos enrugadas na Levada de Santa Luzia. Up to the mountain: ahead! Todos cantando em coro como deuses pagãos, dando-se palmadas nas costas e batendo os pés no chão a compasso.

Up to the mountain: ahead!

Às vezes creio que Fernando Pessoa vai e vem com eles, ainda menino de sete anos ao colo da mãe, circunspecto e duro como um bom inglês das colónias, olhando para a paisagem e adicionando ao cântico dos ferroviários a toada daquele comboio descendente onde vai tudo à gargalhada. “Uns por verem rir os outros, outros sem ser por nada”. No comboio descendente, da Confiteira à velha Levada.

Up to the mountain: ahead!

Quando morrem, os ferroviários vão para o céu a bordo de um comboio com asas que guarda o espírito de todos os comboios que já não fazem pouca-terra. E dão boleia aos poetas que falecem adultos sendo ainda pequenos. Um que eu conheço disse-me até, um dia, que o mundo começa e acaba numa gare ferroviária: embarca-se e a vida passa pela janela em contramão.
All aboard?"

MARMELO, Manuel Jorge - O profundo silêncio das manhãs de Domingo. Lisboa : 2007, Edições Quasi, pp. 124-127 .

Manuel Jorge Marmelo nasceu no Porto em 1791 e é jornalista desde 1989. Estreou-se na Literatura em 1996 com o livro “O homem que julgou morrer de amor/O casal virtual”. Já publicou mais de uma dezena de livros. Em 2005 ganhou o Grande Prémio de conto Camilo Castelo Branco e o seu nome consta, desde Julho de 2001, do “Dicionário de Personalidades Portuenses do Século XX”, da Porto Editora, o que o torna o mais jovem dos nomes biografados.

Página pessoal: http://planeta.ip.pt/~ip202503/marmelo.html

21.6.07

Hoje (21h00 na RTP1) - Grande Entrevista, de Judite de Sousa, com Mia Couto

"O convidado da Grande Entrevista é o escritor Moçambicano Mia Couto...cerca de 20 livros publicados, traduzido em dezenas de países...um dos mais importantes escritores Africanos de língua Portuguesa. Mia Couto fala da sua obra, analisa a situação do Continente Africano à luz das feridas do passado e das elites que no poder muitas deles perpetuaram as práticas mais nefastas do colonialismo.Um testemunho importante do escritor e biólogo Mia Couto. É o primeiro escritor africano a receber o prémio União Latina. É um verdadeiro revolucionário da língua portuguesa. Mia Couto, um dos maiores escritores africanos de língua portuguesa vai estar na Grande Entrevista, com Judite de Sousa.Uma conversa sobre a língua e os livros, com África sempre presente."

12.6.07

World Press Photo

"Desde o fotojornalismo de guerra ao retrato, desde a fotografias de temática desportiva à reportagem sobre temas ambientais, uma multitude de imagens que dispensam palavras está patente ao público, desde hoje, no Teatro Municipal Baltazar Dias. Este é o segundo ano consecutivo em que a exposição 'World Press Photo' pode ser vista na Madeira, após o que seguirá para Ponta Delgada. A ‘World Press Photo’ é organizada por uma fundação com origem na Holanda, independente e não lucrativa, que organiza o maior e o mais prestigiante concurso anual de fotojornalismo. As 200 fotos vencedoras são publicadas em livro e apresentadas numa mostra itinerante (que, pelo segundo ano consecutivo, visita a Madeira) e que é exibida simultaneamente em vários países."

Fonte: www.dnoticias.pt

8.6.07

Sugestões de Leitura

Para aqueles que já estão de férias, e não só, aqui fica uma sugestão de leitura: (O Engenhoso Fidalgo) D. Quixote de la Mancha, do escritor espanhol Miguel de Cervantes.
"O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha é considerado por muitos o primeiro romance moderno e a obra magna da literatura espanhola de todos os tempos. A obra conhecida no mundo inteiro, ultrapassou todas as barreiras linguísticas e culturais. Divide-se em duas partes, a primeira publicada em 1605 e a segunda em 1615. (...) O romance é protagonizado por Dom Quixote, cuja paixão pelos "livros de cavalaria" o transtornou a ponto de crer que ele mesmo é um herói semelhante aos que são descritos nessas obras, e também Sancho Pança, que servirá de humilde e pragmático escudeiro a D. Quixote. Através destas duas personagens centrais, hoje convertidas em arquétipos universais, Cervantes capta a essência da alma do ser humano: uma vezes idealista e sonhador, e outras vezes prático e materialista. Contudo na vida do seu autor a obra foi concebida como um romance cómico, que não é senão um dos pontos fortes deste livro. Foram os românticos que, fascinados com o livro, apreciaram em D. Quixote uma sublime confrontação entre o ideal e o real. De qualquer forma, e independentemente das várias possíveis leituras, trata-se pela beleza e entendiemnto do ser humano com que foi escrita, de uma obra prima da literatura universal."

Excerto:

"Quando nisto iam, descobriram trinta ou quarenta moinhos de vento, que há naquele campo. Assim que D. Quixote os viu, disse para o escudeiro:
- A aventura vai encaminhando os nossos negócios e melhor do que o soubemos desejar; porque, vês ali, amigo Sancho Pança onde se descobrem trinta ou mais desaforados gigantes, com quem penso fazer batalha, e tirar-lhes todas as vias, e com cujos despojos começaremos a enriquecer; que esta é boa guerra, e bom serviço faz a Deus quem tira tão má raça da face da terra."
CERVANTES, Miguel de - Novelas exemplares. Lisboa : Inquérito, [s.d.]. 385 p.
CERVANTES, Miguel de - Dom Quixote de la Mancha : o engenhoso fidalgo. Mem Martins : Publicaçöes Europa-América, [19--]. 4 v.
CERVANTES, Miguel de - Dom Quixote de la mancha. Lisboa : Portugália, [19--]. 279, [8] p.
CERVANTES, Miguel de - O engenhoso fidalgo Dom Quixote. Porto : Livraria Civilização, 1999. v.. ISBN 972-26-1627-7

1.6.07

Dia Mundial da Criança

Neste dia dedicado às crianças deixemos que a solidariedade tome conta de nós.
Propomos uma visita ao sítio da Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro a fim de descobrir como colaborar com esta associação que também está presente na Madeira e que tem um trabalho activo junto das crianças e suas famílias.

Mercado Quinhentista


"Dias 8 e 9 todos os caminhos vão dar a Machico. Realizar-se-á o Mercado Quinhentista, evento com várias actividades que pretendem recriar vivências quotidianas deste período da nossa história insular e em particular dos primeiros tempos de colonização e desenvolvimento da capitania de Machico.

Dia 9 de junho - 20.00 horas - Ceia Quinhentista Largo da Capela de São Roque
e ainda
recital com o Ensemble de flautas de bisel do Conservatório- Escola das Artes da Madeira Declamação de poesia, bobos, videntes, danças, música, cuspidores de fogo, malabaristas, farsas, saltimbancos.


Venha viver o passado


Informações:
Câmara Municipal de Machico
Secretaria da Escola Básica e Secundária de Machico"


Programa
Dia 02/06/2007

Manhã
09h30 –Abertura oficialdoColóquio CMM/EBSM/ARCHAIS/Comissão Organizadora
10h00 – Apresentação do Projecto "Mercado Quinhentista"Comissão Organizadora
10h30 – Pausa café
11h00 – " Louça de mesa e de cozinha da Época Moderna em Machico" - Élvio Sousa
11h30 – "A Vila de Machico: vida económica e estruturas do quotidiano (nos finsdeseiscentosacercade1750)" - Fátima Freitas Gomes
12h00 – "Escrever a História para os vindouros: uma leitura dos Anais de Machico" - Nelson Verissímo
12h30 – Debate
13h - Almoço

Tarde
14h30 – Visita guiada ao Núcleo Arqueológico da Junta de Freguesia de Machico e ao Solar do Ribeirinho. Os formandos terão a oportunidade de realizar trabalhos de laboratório, nomeadamente identificação,lavagemecolagem de peças encontradas nas escavações realizadas em Machico.
17h30 –Conclusão dos trabalhos

17.5.07

Dias 18/19 de Maio - Dia Internacional dos Museus

"A Madeira celebra o Dia Internacional dos Museus e a Noite dos Museus a 18 e 19 de Maio respectivamente.O Photographia Museu Vicentes, um dos mais antigos da RAM, comemora estes dias com a inauguração da exposição intitulada “À Descoberta da Colecção do Museu Vicentes”, onde estará patente um espólio de máquinas fotográficas que datam dos séculos XIX e XX, sendo a mais antiga de 1897. Com entradas gratuitas, o visitante poderá conhecer a história da fotografia e a evolução das câmaras fotográficas desde o século XIX. O Museu estará aberto no dia 18, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, e no dia 19 das 10h00 às 18h00.O Museu Quinta das Cruzes, por seu turno, vai estar aberto no dia 19 de Maio, das 19h00 às 24h00, com visitas gratuitas e guiadas até as várias salas de exposições, onde poderá ser observada toda a vivência de uma Quinta de estilo madeirense, que conta com cinco séculos de história."

7.2.07

Programa de Bolsas Luso-Brasileiras Santander Universidades

O Banco Santander procederá à criação de 162 bolsas para que estudantes portugueses possam estudar pelo menos 1 semestre nas universidades brasileiras mencionadas e outras 162 bolsas, para que estudantes brasileiros possam fazê-lo nas universidades portuguesas correspondentes.

Visualize toda a informação em convenio_bolsas.pdf (174KB)

Fonte: www.uma.pt

20.11.06

Exposição Fotográfica - "Os Lugares de Pinóquio"

Realiza-se entre 21 de Novembro e 15 de Janeiro 2007, na Universidade da Madeira, na sala de exposições do Colégio dos Jesuítas, a exposição de fotografia "Os Lugares de Pinóquio", reportagem fotográfica realizada por Elena Klusemann sobre as paisagens, objectos, cores e luzes que teriam servido de inspiração a Carlo Collodi aquando da escrita de PINÓQUIO. A ideia de que a imaginação criativa possa ser despertada pelo mundo que nos rodeia e que, ao mesmo tempo, as palavras possam evocar no leitor imagens do seu real é o fio condutor deste percurso pelas paragens e palavras do autor das aventuras do pequeno boneco de madeira.

Da exposição fazem também parte fotografias da Villa Garzoni (Collodi, Lucca), objecto de um longo e cuidadoso restauro a cargo da Fondazione Nazionale Carlo Collodi.

Fonte: www.uma.pt

22.9.06

Colóquio Internacional - "A ilha e os mapas da cultura"

Decorre nos dias 28 e 29 de Setembro de 2006 o Colóquio Internacional "A Ilha e os Mapas da Cultura", numa organização conjunta das universidades de Bolonha (partner do Projecto europeu ACUME), de Lisboa e da Madeira, com a participação de cerca de 50 conferencistas (nacionais e internacionais).
A Sessão inaugural decorrerá no Anfiteatro da Reitoria (Edifício do Castanheiro), no dia 28 de Setembro, pelas 10h00. A entrada é livre. Pode aceder ao programa a partir
daqui.

fonte: www.uma.pt

22.8.06

Sugestões de Leitura II

O calor aperta e as férias caminham lentamente para o fim...
A pensar nos finais de tarde descontraídos à sombra de um guarda-sol, com o mar como cenário deixamos aqui mais uma sugestão de leitura: A Terceira Rosa, de Manuel Alegre.


No interior de A Terceira Rosa - na verdade um romance sobre o interior do ser, um regresso ao primeiro e inconfundível amor, que deixa na carne e na alma uma marca inapagável -, personagens (Xavier e Cláudia) e narrador encontram-se perante vários dilemas que Manuel Alegre não plasmou na poesia mas, curiosamente, na ficção: o dilema da permanência do ser, do tempo, do amor - da tensão que este provoca entre o desejo e a morte - e da paixão, coisa bem diferente do amor, única e tão violenta que tudo incendeia em seu redor.
Este livro é construído, como o próprio escritor afirmou, de "sítios, cheiros, episódios" que viveu, a partir de um processo de "ocultação e desocultação", "A Terceira Rosa" é um romance contra o esquecimento. Imagens cinematográficas encadeiam-se aos olhos do leitor como num filme, numa voragem transfiguradora dos seres, incluindo o escritor, ao (não) inscrever-se numa manifestação no pós-25 de Abril atrás de Mário Soares, Álvaro Cunhal e Salgado Zenha, quando a poesia estava na rua. Em "A Terceira Rosa", ela está na ficção.
(http://www.publico.clix.pt/docs/cmf3/escritores/69-ManuelAlegre/amanha.htm)




Manuel Alegre de Melo Duarte

Opositor do regime salazarista, o poeta e político Manuel Alegre nasceu em Águeda em 12 de Maio de 1936.
Esteve exilado na Argélia durante o período Estado Novo. É membro destacado do Partido Socialista português, partido do qual foi fundador e Vice-Presidente e pelo qual é deputado na Assembleia da República. Concorreu em 2004 às eleições internas para Secretário-Geral do PS, tendo perdido para José Sócrates.
Estudou Direito na Universidade de Coimbra. Desde muito cedo demonstrou os seu ideais políticos. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa altura, foi preso pela polícia política (PIDE) por se revoltar contra a guerra. Em paralelo à carreira política, produziu larga obra literária que lhe conferiu notoriedade tanto nos meios académicos como nos meios populares. Destaca-se sobretudo a sua obra poética.
Recebeu numerosos prémios literários e o Prémio Pessoa em 1999. Em 2005 é académico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.
Também recebeu o primeiro prêmio do Festival RTP da Canção, com seu poema Uma flor de verde pinho, musicada por José Niza e cantada, com toda pompa e circunstância, por Carlos do Carmo, vencendo canções de Ary dos Santos.
Em Setembro de 2005 anunciou a sua candidatura às eleições para a Presidência da República realizadas em 22 de Janeiro de 2006. Alegre obteve 20,72% dos votos, não conseguindo evitar a vitória à primeira volta de Cavaco Silva, mas conseguindo um resultado superior ao de Mário Soares, candidato oficial do Partido Socialista.
Após as eleições, formou um movimento cívico, denominado Movimento para Intervenção e Cidadania.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Alegre)

14.8.06

Sugestões de Leitura


Deixamos aqui uma sugestão de leitura que poderá integrar a lista de obras de leitura integral da disciplina de Literatura Portuguesa Contemporânea a ser leccionada pela Doutoura Ana Margarida Falcão no decorrer do 1.º semestre do segundo ano.

JOSÉ AGOSTINHO BAPTISTA
Nasceu em 1948, no Funchal. Colaborou na imprensa, nomeadamente no Comércio do Funchal e mais tarde no República e no Diário de Lisboa, cujo suplemento "O Juvenil" o tornou conhecido como poeta. Desde então e ao longo dos catorze livros já publicados, a sua poesia vem sendo reconhecida como uma das mais originais e importantes na actualidade, como bem assinalaram, entre outros, António Ramos Rosa, Fernando Pinto do Amaral ou Joaquim Manuel Magalhães nos ensaios que lhe dedicaram.Simultaneamente, José Agostinho Baptista tem vindo a assinar diversas traduções de autores como Walt Whitman, W.B. Yeats, Tennessee Williams, Paul Bowles, Enrique Vila-Matas, Rabindranath Tagore, Robert Louis Stevenson, Oliverio Macías Álvarez, Malcolm Lowry, entre outros. Foi condecorado, no ano de 2001, pelo Presidente da República com as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, e em 2004 recebeu o prémio de poesia da Associação de Portuguesa de Escritores/CTT, com o livro Esta voz que é o vento.

Algumas obras:

Deste Lado Onde, Assírio & Alvim, 1976
Jeremias o Louco,
Centelha, 1978
O Último Romântico
, Assírio & Alvim, 1981
Morrer no Sul
, Assírio & Alvim, 1983
Autoretrato,
Assírio & Alvim, Março, 1986
O Centro do Universo,
Assírio & Alvim, 1989
Paixão e Cinzas,
Assírio & Alvim, 1992
Canções da Terra Distante,
Assírio & Alvim, 1994
Debaixo do Azul Sobre o Vulcão,
Edição do autor, 1995
Agora e na Hora da Nossa Morte,
Assírio & Alvim, 1998
Biografia
, Assírio & Alvim, 2000
Ahora y en la Hora de Nuestra Muerte, Olifante, Ediciones de Poesia, 2001
Anjos Caídos, Assírio & Alvim, 2003
Esta Voz é Quase o Vento, Assírio & Alvim, 2004

Poema: Ribeira Brava

"Gravei no coração da pedra uma palavra mortal.
E a palavra acendia as suas luzes e cada luz era
uma sílaba
e cada sílaba a dor profunda dessa palavra.
Ceguei esplendorosamente.
O sol explodia nas rochas e depois afastava-se.
Não sei porque regresso aqui. ..."

in Canções da Terra Distante, Assírio & Alvim (1994)

Outras sugestões de leitura:
ALEGRE, Manuel. A terceira rosa. Ed. Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1998.
PEIXOTO, José Luís. Antídoto. Ed. Temas & Debates, Lisboa, 2003.

24.5.06

O Brincador



"Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor. Não quero trabalhar, de manhã à noite, seja no que for. Quero brincar, de manhã à noite, seja com o que for. Quando for grande, quero ser brincador. "



O Brincador, Álvaro de Campos com Ilustrações de José de Guimarães, Ediçoes Asa, 2005